sábado, 24 de outubro de 2015
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
sábado, 17 de outubro de 2015
365.
penso que pela primeira vez sei exactamente como passei o meu ano.
Tao cheio, intenso, diferente. Consigo, pela primeira vez, olhar para trás e ver uma Rita tão diferente desta que vos escreve.
Faz hoje um ano que cheguei de Nova Iorque. depois de quase 6 meses dentro de um barco.
Faz hoje um ano de... tanta coisa.
Um ano depois e já dei a volta ao Mundo.
Um ano depois e já dei a volta aos sentimentos.
Um ano depois e dei a volta á minha vida (para isto bastou um dia)
Um ano depois e ela deu-me a volta, e não voltou mais.
Um ano depois e voltei por causa dela. E de mim.
Um ano depois e sinto-me mais em casa do que nunca.
Um ano depois e sinto-me melhor que nunca.
Um ano depois de ter tirado esta foto e posso dizer que, apesar de continuar com muitos sonhos, alguns ja estão mais do que realizados.
Um ano depois e lembro-me tao bem de ter passado esta noite rodeada de pessoas mas so me interessar em saber dela.
Um ano depois e continuo a querer saber dela, mais do que dos outros.
Um ano depois.
Um ano depois e... who cares?
Estou aqui. e agora. orgulhosa do meu caminho e pronta a continuar a caminhar. seja la para onde. Seja la com quem. Seja la como.
A verdade é que, um ano depois, os meus sonhos sao mais calmos também. Os meus sentimentos estao mais resolvidos. estou mais resolvida comigo própria, finalmente.
E ha um ano atras nao fazia ideia onde estaria hoje. e hoje nao faço ideia onde estarei para o ano. mas sei que, aqui e agora, estou onde, como e com quem quero estar.
Obrigada Cosmos por me teres dado um ano com tantas lições.
[may all your dreams come true]
Tao cheio, intenso, diferente. Consigo, pela primeira vez, olhar para trás e ver uma Rita tão diferente desta que vos escreve.
Faz hoje um ano que cheguei de Nova Iorque. depois de quase 6 meses dentro de um barco.
Faz hoje um ano de... tanta coisa.
Um ano depois e já dei a volta ao Mundo.
Um ano depois e já dei a volta aos sentimentos.
Um ano depois e dei a volta á minha vida (para isto bastou um dia)
Um ano depois e ela deu-me a volta, e não voltou mais.
Um ano depois e voltei por causa dela. E de mim.
Um ano depois e sinto-me mais em casa do que nunca.
Um ano depois e sinto-me melhor que nunca.
Um ano depois de ter tirado esta foto e posso dizer que, apesar de continuar com muitos sonhos, alguns ja estão mais do que realizados.
Um ano depois e lembro-me tao bem de ter passado esta noite rodeada de pessoas mas so me interessar em saber dela.
Um ano depois e continuo a querer saber dela, mais do que dos outros.
Um ano depois.
Um ano depois e... who cares?
Estou aqui. e agora. orgulhosa do meu caminho e pronta a continuar a caminhar. seja la para onde. Seja la com quem. Seja la como.
A verdade é que, um ano depois, os meus sonhos sao mais calmos também. Os meus sentimentos estao mais resolvidos. estou mais resolvida comigo própria, finalmente.
E ha um ano atras nao fazia ideia onde estaria hoje. e hoje nao faço ideia onde estarei para o ano. mas sei que, aqui e agora, estou onde, como e com quem quero estar.
Obrigada Cosmos por me teres dado um ano com tantas lições.
[may all your dreams come true]
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
um caminho novo.
eles sao, e sempre serão, a banda sonora da minha vida.
[Uma música de partida. Inevitavelmente após uma partida
haverá sempre uma chegada. Nas nossas vidas abandonar algo, virar costas,
sair, desesperadamente procurar um caminho novo.]
Obrigada.
terça-feira, 13 de outubro de 2015
no diggity.
she's a perfect ten.
[I can't get her out of my mind
I think about the girl all the time]
domingo, 11 de outubro de 2015
27
resoluçoes dos 27 anos: rodear-me de pessoas mais leves.
menos dramas.
menos confusoes.
mais sorrisos.
mais abraços.
quinta-feira, 8 de outubro de 2015
fast-vida.
Hoje li numa entrevista:
Com a vida agitada que tenho, o mais difícil é ter horas
para me sentar à mesa. Que plano exequível é que sugere?
- Reflectir sobre a vida
que tem. E pensar que a vida vai correndo e que sentar-se à mesa ao almoço e ao
jantar não é assim tão terrível. Tem de se reflectir para dar mais tempo à
vida. Para que a vida seja menos fast-vida.
fast-vida. Faz-te vida. Faz-te á vida!!!
segunda-feira, 5 de outubro de 2015
perdoa-me.
Fica. Fica mais um pouco. Encosta-te ao meu corpo e sente-o
à espera de paz e de loucura. Agora escolhe. És sempre tu quem escolhe. Ou paz
ou loucura, qualquer uma me serve desde que sejas tu a trazê-las.
Quando acordo apetece-me dormir contigo para sempre e estar acordada contigo para sempre.
Quando acordo apetece-me dormir contigo para sempre e estar acordada contigo para sempre.
Quando acordo apeteces-me tu para sempre – perdoa-me o eufemismo.
segunda feira com chuva. que se f****
…e que se fodam todos os que não cometem loucuras por amor.
Que se fodam as mentes pequenas, presas a ideias pré-concebidas.
Que se foda quem não deixa tudo para trás para seguir um sonho, quem não ama do fundo das entranhas, quem não fode até ficar sem forças.
Que se foda quem vive sem paixão, quem fode sem tesão… que se foda o sorriso amarelo, a simpatia forçada, que se foda quem não sente nada.
Que se foda o medo de errar, o politicamente correcto, que se fodam as vontades controladas, meias vontades são como falsas verdades.
Que se fodam as noites de sonos tranquilos, quero noites vibrantes, acordado, que se foda quem nunca perde a cabeça, quem vive para agradar…
que se foda esta falsa moralidade e os seus moralistas, que se fodam os graxistas e os lambe cuzistas, que se fodam os politicos que nos fodem todos os dias,
que se foda esta sociedade cheia de falsidade.
Que se fodam as mentes pequenas, presas a ideias pré-concebidas.
Que se foda quem não deixa tudo para trás para seguir um sonho, quem não ama do fundo das entranhas, quem não fode até ficar sem forças.
Que se foda quem vive sem paixão, quem fode sem tesão… que se foda o sorriso amarelo, a simpatia forçada, que se foda quem não sente nada.
Que se foda o medo de errar, o politicamente correcto, que se fodam as vontades controladas, meias vontades são como falsas verdades.
Que se fodam as noites de sonos tranquilos, quero noites vibrantes, acordado, que se foda quem nunca perde a cabeça, quem vive para agradar…
que se foda esta falsa moralidade e os seus moralistas, que se fodam os graxistas e os lambe cuzistas, que se fodam os politicos que nos fodem todos os dias,
que se foda esta sociedade cheia de falsidade.
e então que fiquem os verdadeiros, os loucos, que nao sao assim tao poucos, que fiquem os que não temem a solidão, os que vivem com paixao.
que fiquem os artistas que não pedincham subsidios,
que fiquem os musicos de rua e os poetas de estrada, que fique quem cresce e nasce do nada…
Que fiques tu com esse corpo e eu com este sorriso...
...e o resto, o mundo là fora... que se foda.
[Nuno Serra]
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
mil(i)metros.
Aqui há uma lua. Aí há exactamente a mesma lua.
Aqui há estrelas. Aí existem exactamente as mesmas.
Aqui há um céu imenso. Aí tens o mesmo céu.
Debaixo da mesma lua. Debaixo das mesmas estrelas. Debaixo
do mesmo pedaço de céu, que, de tão imenso, torna pequena a distância que nos
separa.
Separados por pouco um mais do que nada - afinal estás aqui tão perto - e tão longe que te não vejo.
Separados por uma ténue distância - quase, quase nenhuma - e não ouvimos o som um do outro.
Separados por um tempo pequeno - quase uma insignificância se comparado ao decorrer de uma vida - mas tão longo que não termina.
Separados por tudo. Ou por tanto de nada.
Separados por pouco um mais do que nada - afinal estás aqui tão perto - e tão longe que te não vejo.
Separados por uma ténue distância - quase, quase nenhuma - e não ouvimos o som um do outro.
Separados por um tempo pequeno - quase uma insignificância se comparado ao decorrer de uma vida - mas tão longo que não termina.
Separados por tudo. Ou por tanto de nada.
sábado, 26 de setembro de 2015
13.31
If I lose myself I lose it all.
[corro para a frente, é o unico sitio que tenho para correr na esperança de te encontrar]
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
she has a star
that shines on my life...
It's a chase for simplicity.
tenho ideias. muitas coisas. conceitos. palavras que nao se transformam em frases. frases que nao dizem o que quero exprimir.
muito. demasiado.
palavras soltas.
demasiados conceitos. muitas ideias.
vai ter de sair daqui alguma coisa.
nao sei o quê. mas vai.
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
Life is what happens..
while you're busy making other plans.
esta frase tem-me aparecido á frente varias vezes. e cada vez mais vejo-lhe o verdadeiro sentido.
Andamos aqui todos desenfreados a correr atras de algo que nem nos mesmo sabemos bem o que é.
Algo que nos dizem, que nos impoem como certo, que esperam de nos, que dizem ser o melhor para nos. e nos acreditamos. e vamos. e esta tao enraizado em nos que ja nem percebemos que andamos todos que nem peixes mortos, a ser levados por uma corrente qualquer, que ninguem sabe ao certo onde vai parar.
Acordar desta realidade nao é facil. principalmente lidar com a realidade.
Olhar á volta e ver peixes mortos a seguir uma corrente é triste.
Sinto-me mais viva que nunca. ainda á procura da minha propria corrente, ou simplesmente a perceber que gosto mesmo é de ir contra a corrente.
Nao, acho que nao gosto disso... nao gosto de ser do contra. so quero é ser feliz e que os que me rodeiam tambem o sejam.
Quero que voemos todos o mais alto possivel. o mais livres possivel.
Onde quisermos ir. que seja para ai que vamos entao... para onde quisermos.
E se nos perguntarem para onde vamos que digamos com o sorriso maior e mais honesto que vamos para onde queremos.
Mas que na verdade nao interessa para onde vamos.... interessa é ir!
esta frase tem-me aparecido á frente varias vezes. e cada vez mais vejo-lhe o verdadeiro sentido.
Andamos aqui todos desenfreados a correr atras de algo que nem nos mesmo sabemos bem o que é.
Algo que nos dizem, que nos impoem como certo, que esperam de nos, que dizem ser o melhor para nos. e nos acreditamos. e vamos. e esta tao enraizado em nos que ja nem percebemos que andamos todos que nem peixes mortos, a ser levados por uma corrente qualquer, que ninguem sabe ao certo onde vai parar.
Acordar desta realidade nao é facil. principalmente lidar com a realidade.
Olhar á volta e ver peixes mortos a seguir uma corrente é triste.
Sinto-me mais viva que nunca. ainda á procura da minha propria corrente, ou simplesmente a perceber que gosto mesmo é de ir contra a corrente.
Nao, acho que nao gosto disso... nao gosto de ser do contra. so quero é ser feliz e que os que me rodeiam tambem o sejam.
Quero que voemos todos o mais alto possivel. o mais livres possivel.
Onde quisermos ir. que seja para ai que vamos entao... para onde quisermos.
E se nos perguntarem para onde vamos que digamos com o sorriso maior e mais honesto que vamos para onde queremos.
Mas que na verdade nao interessa para onde vamos.... interessa é ir!
quarta-feira, 2 de setembro de 2015
I need you pure, I need you clean.
Pedir tanto para existir e para resistir aos dias. Pedir
tanto por algo que podemos não estar preparados para guardar. Sente-se que o
sorriso se perde, que o respirar torna-se num peso terrível. Ter tantas
certezas e mesmo assim nunca se sabe o que se decidir.
Anular sentidos é como fechar os olhos para a vida.
Tudo deixa de fazer sentido.
sábado, 8 de agosto de 2015
quarta-feira, 29 de julho de 2015
now.
Não esperes o amanhã. Sabes se ele vai chegar? Se ainda é a
tempo do nós?
Há quanto tempo não me dizes que gostas de mim? Há quanto
tempo não me dás notícias tuas? Não me mostras o teu sorriso? O brilho dos teus
olhos? Me dizes que tudo vai correr bem? Que me deixas vestir o teu abraço?
Não esperes por amanhã, meu amor. Um de nós pode já aqui não
estar.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
quarta-feira, 15 de julho de 2015
eXplode
lembram-se quando acelerei o meu coração de tal forma que lhe perdi o controlo?
pois é. aconteceu de novo.
desta vez nao fiz grande coisa. nao de proposito.
quando a cabeça nao pára o coração tambem nao.
e dizerem que qundo se esta longe da vista se esta longe do coração.... é totalmente mentira!
quanto menos a vejo mais a penso. mais o meu coração se acelera. e menos controle lhe tenho.
quando a vejo tudo acalma. o tempo podia parar. podia ate nao lhe dizer nada. so ve-la faz o meu dia melhor. ou aquele instante em que os meus olhos a tocam. mesmo que nao a possa abraçar. mesmo que a veja sempre rapido.
depois fico uns dias sem lhe falar e é como se nao existisse razoes no mundo para respirar.
mas ve-la.... ah! quando a vejo o mundo ilumina-se. é como se a primavera chegasse com ela.. ou o verao. ou as estaçoes todas.
pois é. aconteceu de novo.
desta vez nao fiz grande coisa. nao de proposito.
quando a cabeça nao pára o coração tambem nao.
e dizerem que qundo se esta longe da vista se esta longe do coração.... é totalmente mentira!
quanto menos a vejo mais a penso. mais o meu coração se acelera. e menos controle lhe tenho.
quando a vejo tudo acalma. o tempo podia parar. podia ate nao lhe dizer nada. so ve-la faz o meu dia melhor. ou aquele instante em que os meus olhos a tocam. mesmo que nao a possa abraçar. mesmo que a veja sempre rapido.
depois fico uns dias sem lhe falar e é como se nao existisse razoes no mundo para respirar.
mas ve-la.... ah! quando a vejo o mundo ilumina-se. é como se a primavera chegasse com ela.. ou o verao. ou as estaçoes todas.
promete.
As palavras caem como bombas no interior de duas pessoas que
se amam.
Gostava de evitar as mais duras, as que acontecem antes do
arrependimento. Quantas felicidades se perderam por arrependimento tardio?
Basta um ou dois segundos de atraso e o edifício derriba - um castelo de cartas
doentio, obsessivo, sufocante. É impossível respirar por dentro do que podia
ser e não é porque houve palavras que foram longe demais: o problema das
palavras é não terem coleira. Ninguém sabe onde acaba uma palavra: é um vírus que
se propaga, sabe-se lá até onde.
Ninguém segura uma palavra em liberdade.
Tudo para te dizer que ontem falaste demais. Disseste em
poucos segundos as palavras que não posso suportar: não sou feliz. Posso
aguentar tudo menos a tua infelicidade. Provavelmente o amor não devia ser
assim, provavelmente haverá uma outra forma de amor, na qual quem ama só quer,
a todo o custo, doa o que doer, quem ama ao seu lado. Mas eu não amo assim. Só
te quero se for eu, no mínimo, a causa maior para a tua felicidade. Basta
duvidar que é assim para desistir. Sou um fraco, eu sei. Ou então sou forte em
excesso - porque só com uma força inacreditável fui capaz, agora mesmo, de
deixar o bilhete pousado em cima da cama. E aqui estou: a rua mostra-me que
sou, por mais tectos que tenha, um sem-abrigo de ti.
Mas antes sem ti que sem a tua felicidade.
Vou deixar-te - mesmo que, por mais que não o entendas,
sejas tu a deixar-me. Há-de doer. Há-de doer tanto, meu Deus. Há-de haver
noites intermináveis numa cama qualquer - é sempre uma cama qualquer quando não
é uma cama em que esteja eu e o teu corpo no meu. Há-de haver recordações
intermináveis, a incapacidade de passar por alguns lugares, de ouvir algumas
músicas, de ver alguns filmes. Há-de haver, até, a necessidade de chorar para sangrar
melhor.
Viver melhor é muitas vezes a capacidade de sangrar melhor.
Há-de haver mais passados do que futuros. Hei-de querer
sempre ceder, procurar-te de novo, querer convencer-me de que ainda posso
reverter a situação a meu favor - e que a meu favor também poderia ser a teu
favor. Mas depois chegará a lembrança das palavras, as tais três palavras (não
sou feliz, não sou feliz, não sou feliz) como um refrão inesgotável, e voltarei
à cama vazia, à vida sem tecto de te saber melhor sem mim.
Isto pode parecer uma carta de despedida. Mas é só uma carta
de amor: a mais apaixonada das cartas de amor que te escrevi.
Quando fores feliz promete-me que te lembras de mim
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Livro dos loucos
Tenho medo do passado, sabes? Medo de que o que foi não
volte a ser.
E não volta. O pior é que não volta.
As recordações são a prova de que há algo de diabólico e de
milagroso no mundo: têm tanto de dor como de prazer.
Como se apaga uma lembrança eterna? Como se apaga a tarde em
que me disseste sim pela primeira vez? Pior: como se apaga a tarde em que me
disseste não pela primeira vez?
Há tanto para sofrer e só uma vida para viver.
A senhora da loja da esquina sofre tanto, e sorri. Até
quando só vai ser aceite sofrer tanto e sorrir?
A humanidade tem medo da dor, e por isso sofre.
Corre em mim um vento estranho, um grito que me enche os
ossos. Onde estou quando não estás?
A morte serve para valorizar a vida - e para acabar com ela
também. A minha ainda não chegou mas tu já foste: eis o paradoxo perfeito.
Como continuar?
Algures há-de estar alguém com os teus braços em si, algures
há-de estar alguém com a vida completa em si. Tenho inveja de quem te ama, e ao
mesmo tempo uma admiração incontrolável: quem te faz feliz é o meu melhor
amigo, mesmo que seja a pessoa que me tira de ti.
Amo-te para além de mim, é isso.
Um dia voltarei a ver na imagem do sol não apenas o que vejo
hoje: a tua imagem debaixo dele. És a imagem que integra todas as outras, uma
espécie de supra-imagem: de única imagem.
Existe o que te toca ou não existe nada.
A senhora da loja da esquina quer que sorria de volta;
esforço-me mas não consigo: estamos os dois fechados numa saudade que só ela
disfarça. Quando deixar de olhar contigo dentro olharei para o que me rodeia.
Para já não; para já quero prosseguir à tua procura mesmo que saiba que não
queres que te encontre.
Amar é também continuar a procurar o que não quer ser
encontrado.
Procuro-te para me encontrar. Espero que me compreendas.
A noite caiu, o quarto vazio, um cão ladra ou uiva e parece
saber a solidão. Há um lado incompreensível em tudo o que não se explica - e é
ironicamente esse o único lado que vale a pena experimentar.
Acontece-me, por vezes, esquecer-me que existes. E são os
dois ou três segundos mais insuportáveis do meu dia.
Pedro Chagas Freitas
segunda-feira, 6 de julho de 2015
domingo, 5 de julho de 2015
Perfeitamente incompleto.
A vida vale a pena sobretudo pelo que é inconfessável, temos
de confessar.
O que veio depois foi o que tinha de vir. Porque era o que já lá
estava e nem precisou afinal de vir.
O amor nunca chega porque sempre lá
esteve.
Sempre estiveste em mim. Ainda estás. És o meu pecado favorito.
A minha
melhor maneira de errar. A grande vantagem de falhar é obrigar a repetir.
Amas-me até que não haja erro?
sexta-feira, 3 de julho de 2015
vive.
"Ela chegou, pousou a mala.
Ele, no sofá, olhou-a.
Sorriram.
Ela aproximou-se dele. Passou-lhe a mão pelo rosto.
Sorriram.
Ele abriu os braços, aconchegou-a como se aconchega a vida.
E viveram"
Ele, no sofá, olhou-a.
Sorriram.
Ela aproximou-se dele. Passou-lhe a mão pelo rosto.
Sorriram.
Ele abriu os braços, aconchegou-a como se aconchega a vida.
E viveram"
terça-feira, 30 de junho de 2015
would you mind?
Hoje a lua esta linda (caso nao tenhas visto ainda), estou aqui, mas continuo com saudades tuas.
O que podia mudar para estar perto mudei. Nao posso fazer muito mais.
Apenas dizer-te que continuo com saudades tuas, a lua esta linda, e eu estou aqui.
segunda-feira, 29 de junho de 2015
e pronto.
dava-te tudo o que existo para te fazer sorrir, usa-me até
que a morte nos separe,
e depois mata-me também,
não conheço a ferida que me mostras e me escondes, como
posso salvar-te?,
o amor ou é salvação ou não tem salvação possível,
deixa-me ser ainda o teu super-homem,
e rastejar contigo, por favor.
e rastejar contigo, por favor.
domingo, 28 de junho de 2015
Ironias.
Lugares que ficam livres porque as pessoas estao ocupadas.
[and the words that i've said spin around]
[they mean nothing at all]
i can't deny the way i feel.
[and the words that i've said spin around]
[they mean nothing at all]
i can't deny the way i feel.
terça-feira, 23 de junho de 2015
segunda-feira, 22 de junho de 2015
toca-me.
"Toca-me. Suaves olhos. Suave, suave, suave mão.
Sinto-me tão só, aqui. Oh, toca-me depressa, agora. Que palavra é essa que
todos os homens conhecem?
Eu aqui estou sozinho, quieto. E triste, também.
Toca-me, toca-me."
Demoras?
Assim. Parada.
Literalmente em modo suspenso enquanto tu não vens.
Com a vida em modo de pausa.
Quieta.
Calada.
Imperturbável.
terça-feira, 9 de junho de 2015
segunda-feira, 8 de junho de 2015
do inicio ao....
Quando faz sentido como é que sabemos que acaba?
quando faz sentido do início ao fim... Nao ha fim, apenas novos inicios.
sentir faz sentido? Nao.
mas não faz mal...
a felicidade sente-se e também não faz sentido.
nada disto fez sentido agora.
mas não
quando faz sentido do início ao fim... Nao ha fim, apenas novos inicios.
sentir faz sentido? Nao.
mas não faz mal...
a felicidade sente-se e também não faz sentido.
nada disto fez sentido agora.
terça-feira, 2 de junho de 2015
faz-te! Faz!
sabes miuda?
a vida só te da aquilo que lhe dás.
se ficares passiva à espera de nem sabes quê e a achar que o que tens chega... A vida não te vai dar mais.
faz -te! Vai!
se mereces voar, voa!
porra!
a vida é linda...e todos os dias acordo e te quero mostrar a beleza de tudo.
de manha é que começa o dia.
todos os dias te quero desejar um bom dia, e gostava mesmo que fosse!
todos os dias são lindos e únicos.
nao fiques a ve-los passar.
sabes que mereces muito mais nao sabes?
sabes que voltei porque te quero ver voar nao sabes?
entao voa!
e se achares que por ventura vais cair, fecha os olhos...
a vida é mais fácil e mais simples do que pareçe...
leve.
livre.
voa...
a vida só te da aquilo que lhe dás.
se ficares passiva à espera de nem sabes quê e a achar que o que tens chega... A vida não te vai dar mais.
faz -te! Vai!
se mereces voar, voa!
porra!
a vida é linda...e todos os dias acordo e te quero mostrar a beleza de tudo.
de manha é que começa o dia.
todos os dias te quero desejar um bom dia, e gostava mesmo que fosse!
todos os dias são lindos e únicos.
nao fiques a ve-los passar.
sabes que mereces muito mais nao sabes?
sabes que voltei porque te quero ver voar nao sabes?
entao voa!
e se achares que por ventura vais cair, fecha os olhos...
a vida é mais fácil e mais simples do que pareçe...
leve.
livre.
voa...
quarta-feira, 27 de maio de 2015
ps. saudade.
"Tenho saudades das borboletas. Mas daquelas que nos fazem sempre sorrir. Do fazer disparates por amor. Do rir sem sentido. Saudades que me chamem nomes lamechas. De fazer quilómetros por um único beijo. De dormir poucas horas pois não houve tempo para mais. E mesmo assim acordar com um sorriso. Do fazer tudo pelo outro e aceitar que tudo façam por nós. Saudades de quem me espera ao fim do dia. Saudades.
Tenho saudades que corram para me vir buscar. Que anseiem por que um dia acabe porque querem o meu abraço. Que me telefonem só porque apetece ouvir a minha voz. De acordar com um bom-dia e adormecer com um boa-noite.
Tenho saudades de que gostar de alguém não seja doloroso. Que amar não seja uma tragédia. Saudades de que o amor não seja só isto.
Saudades. "
[]
Resolve os teus dias. Deslinda o teu querer. Descobre o teu caminho. Dissipa os teus medos. Descansa ansiedades. Clarifica prioridades. Soluciona(-te). Põe(-te) em causa.
Procura o teu sorriso. Descobre onde está o teu abraço. Busca a tua felicidade. Acalma o coração. Descansa o corpo.
Resolve as tuas ideias.
Tenho saudades tuas.
Procura o teu sorriso. Descobre onde está o teu abraço. Busca a tua felicidade. Acalma o coração. Descansa o corpo.
Resolve as tuas ideias.
Tenho saudades tuas.
terça-feira, 26 de maio de 2015
poe os pes no chão, miúda..
Com toda a tareia da vida: ela não tinha aprendido nada!
Continuava a ser uma miúda crédula, demasiado permissiva quando amava - amigos ou amores. Que passava a vida a colocar-se no lugar do outro e a tentar entender as suas reacções – mesmo que as não aceitasse. Que não sabia dar-se só um bocadinho e resguardar-se. Atirava-se de cabeça em salto empranchado para uma piscina cheia de nada. Sabia, como ninguém, o que custa o embate no fundo frio, seco e sombrio. Aprendeu todas as formas de regeneração, todos os meios para vir à superfície, mesmo quando nem água havia. Levantava-se, não sem custo, depois de todos os saltos mal calculados, de cabeça erguida, com um sorriso e com a determinação que a caracterizava. Era uma batalhadora. Batalhava, principalmente, contra si e contra os seus demónios. Contra todos os seus medos e inseguranças -“Insegura, tu?! Nunca!”. Determinada, mas não teimosa –“És tão teimosa, tu!!”-, lutava por tudo aquilo em que acreditava. Percorria, até à exaustão, os seus sonhos –“Põe os pés no chão, miúda…”- e revia-os vezes sem conta. Coleccionava sonhos, como miúdos que guardam tesouros recolhidos à beira-mar. Mas não pedia muito: pedia o que amava!
A vida ensinou-a a criar novos sonhos, quando alguns se tornavam num pesadelo. Sonhava-os por inteiro, construía os seus castelos, vivia as suas tormentas e assistia na primeira fila, com um pacote de bolachas de chocolate, as paredes a ruírem. Saía no fim da projecção do seu próprio sonho: e não mais voltava. Arrumava-o em parte incerta, junto das suas memórias. Não retornava a sonhar um pesadelo.
Era uma vencedora, mesmo que não o soubesse.
- Rita Leston -
(pedaços de algo que ainda não existe)
Continuava a ser uma miúda crédula, demasiado permissiva quando amava - amigos ou amores. Que passava a vida a colocar-se no lugar do outro e a tentar entender as suas reacções – mesmo que as não aceitasse. Que não sabia dar-se só um bocadinho e resguardar-se. Atirava-se de cabeça em salto empranchado para uma piscina cheia de nada. Sabia, como ninguém, o que custa o embate no fundo frio, seco e sombrio. Aprendeu todas as formas de regeneração, todos os meios para vir à superfície, mesmo quando nem água havia. Levantava-se, não sem custo, depois de todos os saltos mal calculados, de cabeça erguida, com um sorriso e com a determinação que a caracterizava. Era uma batalhadora. Batalhava, principalmente, contra si e contra os seus demónios. Contra todos os seus medos e inseguranças -“Insegura, tu?! Nunca!”. Determinada, mas não teimosa –“És tão teimosa, tu!!”-, lutava por tudo aquilo em que acreditava. Percorria, até à exaustão, os seus sonhos –“Põe os pés no chão, miúda…”- e revia-os vezes sem conta. Coleccionava sonhos, como miúdos que guardam tesouros recolhidos à beira-mar. Mas não pedia muito: pedia o que amava!
A vida ensinou-a a criar novos sonhos, quando alguns se tornavam num pesadelo. Sonhava-os por inteiro, construía os seus castelos, vivia as suas tormentas e assistia na primeira fila, com um pacote de bolachas de chocolate, as paredes a ruírem. Saía no fim da projecção do seu próprio sonho: e não mais voltava. Arrumava-o em parte incerta, junto das suas memórias. Não retornava a sonhar um pesadelo.
Era uma vencedora, mesmo que não o soubesse.
- Rita Leston -
(pedaços de algo que ainda não existe)
segunda-feira, 25 de maio de 2015
o meu amor nao me ama
e eu não me importo.
porque o meu amor por ela é simples. E so a quero ver a sorrir.
e so a quero ter por perto sempre que ela me permitir.
porque amar também pode ser guardar um segredo.
porque o meu amor por ela é simples. E so a quero ver a sorrir.
e so a quero ter por perto sempre que ela me permitir.
the search for hapiness...
dizem que temos de andar sempre à procura. Que são momentos. Qe são oportunidades. Que nao dura para sempre.
mas...
e quando a encontramos dentro de nos?
e quando é tao grande que so a queremos é partilhar?
e nos tira o sono.
e não a sabemos explicar.
e não precisamos... Porque é nossa.
claro que é maior quando a vejo sorrir.
mas... A verdade é... Ser feliz é tao simples. E tao bom, fodasse!
mas...
e quando a encontramos dentro de nos?
e quando é tao grande que so a queremos é partilhar?
e nos tira o sono.
e não a sabemos explicar.
e não precisamos... Porque é nossa.
claro que é maior quando a vejo sorrir.
mas... A verdade é... Ser feliz é tao simples. E tao bom, fodasse!
quinta-feira, 21 de maio de 2015
terça-feira, 19 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
break free.
"quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome…Auto-estima. Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades. Hoje sei que isso é… Autenticidade. Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de...Amadurecimento. Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesma. Hoje sei que o nome disso é…Respeito. Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável…Pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me deixasse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama…Amor-próprio. Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é...Simplicidade. Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes. Hoje descobri a…Humildade. Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar muito com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é…Plenitude. Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar, mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é...Saber viver! A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos tb a felicidade."
se eu soubesse escrever, era isto que diria.
domingo, 17 de maio de 2015
domingo, 10 de maio de 2015
quarta-feira, 29 de abril de 2015
andamos todos...
e as vezes não temos coragem de perceber que já temos tudo.
estar sozinho da mais trabalho e requer mais perícia.
estar sozinho requer explicar o que não sabemos o que é mas ainda assim parece melhor.
estar sozinho também pode ser chato e fazer -nos cometer erros que não sabemos explicar.
mas no final, estar sozinho nao importa. Porque no fundo nunca estamos sozinhos.
[e gosto deste filme por ter um final sozinho, mas tranquilo. Porque também pode ser assim. ]
terça-feira, 21 de abril de 2015
obrigada...
Cosmos, destino, anjo da guarda, vida, eu, tu... Não sei como se chama. Mas obrigada.
Ultimamente tens acertado. E eu preciso agradecer-te por me mostrares tantos caminhos e me dares sempre uma palmadinha nas costas para ir pelo melhor... Ou pelo menos para acabar por perceber qual é o melhor caminho. Ou o mais acertado. Por agora.. Ate ao próximo cruzamento.
mesmo que o mais acertado possa estar cortado ou sem ponte ou com uns buracos do tamanho do Oceano. Obrigada por me mostrares que consigo. Ou por me obrigares a conseguir.
Obrigada cosmos. Ou seja la como te chamas.
Es um bacano...
com ou sem filtro?
Temos um filtro no nosso cérebro que não nos deixa dizer aquilo que sentimos. Aquilo que nos mais profundo da nossa mente ecoa. O que o coração cala mas sabe de cor.
Temos um filtro que nos faz guardar, seja por pudor, respeito ou medo, aquilo que nem a nós não queremos confessar mas do qual temos todas as certezas. Por medo de não ser correspondido e nos colocarmos desprotegidos. Por respeito a quem gostaríamos de tanta coisa dizer. Por vergonha daquilo que é efectivamente a realidade. Por insegurança, por abnegação, por inércia, por medo de falhar. Por tudo ou por nada.
Mas, e se esse filtro te abandonasse: o que dirias?
- Rita Leston -
Temos um filtro que nos faz guardar, seja por pudor, respeito ou medo, aquilo que nem a nós não queremos confessar mas do qual temos todas as certezas. Por medo de não ser correspondido e nos colocarmos desprotegidos. Por respeito a quem gostaríamos de tanta coisa dizer. Por vergonha daquilo que é efectivamente a realidade. Por insegurança, por abnegação, por inércia, por medo de falhar. Por tudo ou por nada.
Mas, e se esse filtro te abandonasse: o que dirias?
- Rita Leston -
domingo, 12 de abril de 2015
Masoquismo
Hoje o meu coração colapsou.
As vezes acelero -o de propósito para ter a certeza que ainda aqui esta.
Hoje perdi -lhe o controlo.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
segunda-feira, 6 de abril de 2015
terça-feira, 24 de março de 2015
Banho-maria
Sinto-me em “banho maria”. A viver os dias muito
tranquilamente. a espera de nem sei bem
o que.
Simplesmente vou. Devagar. Com Lisboa no pensamente claro. Mas
a aproveitar a liberdade que os (poucos) dias de terra me dao. E a aprender a
viver o mar com a calma que so ele me consegue dar.
Vou. Devagar. Com ela no pensamento. E em todo o lado. Vou. Devagar.
Talvez para tentar disfarcar o nervosismo que vai ca dentro sempre que a penso.
Vou. Devagar. Porque o meu coracao bate sempre demasiado rapido. Vou. Devagar. Tenho
de aprender a ter mais calma.
Devagar. DE-VA-GAR. D.E.V.A.G.A.R
D
E
V
A
G
A
R
As vezes tambem e preciso, Rita.
sexta-feira, 20 de março de 2015
Hoje começa a Primavera. E eu não sei em que estação estou. Acho que no mar nao ha disso.
3 meses e volto.
[conto ate três se quiser ser feliz]
Na Primavera Lisboa fica linda. Lembro-me sempre. As cores. As flores. A Avenida e os passeios a pé. A minha mota.
As escapadelas ate à praia para ver se ja esta calor suficiente para um mergulho. Lembro-me de Lisboa e sorrio. É bom sentir isto por um sítio. É bom saber que ha para onde quero mesmo voltar.
A primavera esta ai e eu aqui nem sei que estação é.
Três meses e abraço-te, minha Lisboa.
Conto ate três.
Hei-de te amar...
3 meses e volto.
[conto ate três se quiser ser feliz]
Na Primavera Lisboa fica linda. Lembro-me sempre. As cores. As flores. A Avenida e os passeios a pé. A minha mota.
As escapadelas ate à praia para ver se ja esta calor suficiente para um mergulho. Lembro-me de Lisboa e sorrio. É bom sentir isto por um sítio. É bom saber que ha para onde quero mesmo voltar.
A primavera esta ai e eu aqui nem sei que estação é.
Três meses e abraço-te, minha Lisboa.
Conto ate três.
Hei-de te amar...
quinta-feira, 19 de março de 2015
we're all mad here
e ao 6o dia de mar acho que este barco ja virou hospício.
ja ninguém se aguenta. Ja não da para inventar mais que fazer, ja não da.. E ainda falta.
we're all mad here. Oficially.
ja ninguém se aguenta. Ja não da para inventar mais que fazer, ja não da.. E ainda falta.
we're all mad here. Oficially.
sexta-feira, 13 de março de 2015
2 meses depois. Do outro lado do mundo. As horas mudam sem ter noção. Deixam-me ainda mais perdida. As pessoas são sempre as mesmas.
2meses e so penso em Lisboa. E nas pessoas que la também não mudam. E tento pensar que nao vale a pena apressar-me a chegar. Elas vão estar la. Hoje. Amanha. Daqui a 2 meses.
O mundo é lindo. E maior do que esperava. Ou nos é que andamos de facto devagar. Tenho aprendido que devagar também é bom. Da-nos tempo para apreciar. Pensar. Por as ideias no lugar. E baralha-las. Outra e outra vez.
Nao consigo pensar direito aqui. É um turbilhão. Uma mistura tao grande que acaba sempre em Preto.
"preto é a mistura de todas as cores", disseram-me um dia.
Espero um dia ter as cores todas. Separadas e resolvidas. Cada uma com o seu lugar.
Full of colours.
Vem ai a primavera.
Mas aqui é outono. Ou verão. Nao sei já.
2meses e so penso em Lisboa. E nas pessoas que la também não mudam. E tento pensar que nao vale a pena apressar-me a chegar. Elas vão estar la. Hoje. Amanha. Daqui a 2 meses.
O mundo é lindo. E maior do que esperava. Ou nos é que andamos de facto devagar. Tenho aprendido que devagar também é bom. Da-nos tempo para apreciar. Pensar. Por as ideias no lugar. E baralha-las. Outra e outra vez.
Nao consigo pensar direito aqui. É um turbilhão. Uma mistura tao grande que acaba sempre em Preto.
"preto é a mistura de todas as cores", disseram-me um dia.
Espero um dia ter as cores todas. Separadas e resolvidas. Cada uma com o seu lugar.
Full of colours.
Vem ai a primavera.
Mas aqui é outono. Ou verão. Nao sei já.
quarta-feira, 11 de março de 2015
27 ou 108?
para uns tao rápido. Para outros tao devagar.
de 108 dias para 27.
por instantes odiei esta pessoa. Depois pensei melhor, e de facto cada um tem o seu tempo. Nao ha nada a fazer.
o meu tempo precisa ser este. Precisava abrandar. Sempre me habituei a tudo. Rápido.
de 27 a 108.
a minha volta ao mundo é diferente.
é também uma volta a mim mesma e à forma como olho para o meu mundo.
mas isso já é outra história.
um dia pode ser que de uma volta ao mundo em menos tempo.
mas por enquanto, estou bem assim.
http://fugas.publico.pt/Viagens/345564_anatomia-de-uma-volta-ao-mundo-em-27-dias
de 108 dias para 27.
por instantes odiei esta pessoa. Depois pensei melhor, e de facto cada um tem o seu tempo. Nao ha nada a fazer.
o meu tempo precisa ser este. Precisava abrandar. Sempre me habituei a tudo. Rápido.
de 27 a 108.
a minha volta ao mundo é diferente.
é também uma volta a mim mesma e à forma como olho para o meu mundo.
mas isso já é outra história.
um dia pode ser que de uma volta ao mundo em menos tempo.
mas por enquanto, estou bem assim.
http://fugas.publico.pt/Viagens/345564_anatomia-de-uma-volta-ao-mundo-em-27-dias
segunda-feira, 9 de março de 2015
domingo, 8 de março de 2015
sexta-feira, 6 de março de 2015
s(t)ay.
.
the search for hapiness.
É uma ansiedade descontrolada, um suspiro demorado e um sorriso contínuo. Ser feliz é abraçar o incerto e fazer dar certo. É estar longe mas se sentir perto
http://lounge.obviousmag.org/entre_parenteses/2015/03/por-onde-flor-floresca-1.html#ixzz3TbSAbQb9
http://lounge.obviousmag.org/entre_parenteses/2015/03/por-onde-flor-floresca-1.html#ixzz3TbSAbQb9
segunda-feira, 2 de março de 2015
outch.
Chorei compulsivamente durante meia hora, ou mais.. Nao sei.
Depois parei e fui correr meia hora numa máquina que já me conhece os passos. Corri mais rápido hoje. Como se conseguisse fugir para mais longe ao correr mais rápido. Mas fiquei no mesmo sítio. Em frente a um espelho que nao me conhece. Onde nao me conheço.
Fui-me abaixo. E deixei-me ir.
Porque as vezes preciso de me sentir bem la no fundo, para perceber que ha sempre uma saída. Um lado menos mau.
Amanha chego à Austrália. Era aqui que queria chegar. Foi para chegar aqui que vim. E no dia antes vou-me abaixo. Nao pode ser tudo como queremos.
Na minha vida tenho percebido bem isso. Nada é como se quer. Ou quando se quer. Na verdade acaba por ser aquilo que quero. Mas não era bem assim que tinha pensado que seria.
Sou uma insatisfeita. Isso sim.
Mas não me importo, porque é isso que me faz continuar a mexer. Uma procura infinta. Se calhar é só esse o meu infinito.
O infinito da procura.
O infinito da insatisfação.
Quero continuar a acreditar que nao...
Mas hoje vou deixar a dúvida continuar a apoderar-se de mim. E as lágrimas continuarem a cair. Amanha chego à Austrália. E ja nao sei onde quero chegar.
Vou correr mais um bocado para libertar as lágrimas que nao me cabem nos olhos. Que já nao sabem cair, de tanto que as prendo ca dentro.
Hoje liberto as lágrimas. Amanha chego à Austrália. Ja tinha dito que era só para chegar aqui que ca estou?
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
out of [my] mind
a saudade é feita de aprendizagens, de ruídos que servem para não ouvir,
ou existe o dia inteiro para viver ou existe o dia inteiro para morrer, deixar as horas passar, lembrar-me de te esquecer permanentemente, falta-me não sentir a tua falta para ser feliz.
_______________________________________
in Prometo falhar
loving strangers.
estranhos que veem sem aviso prévio.
estranhos que nem pedem autorização.
estranhos que são bem vindos.
estranhos que se entranham.
estranhos que podem ficar. Para sempre.
historias que veem e podiam nao ter fim.
historias confusas.
estranhos confusos.
estranhos que me deixam confusa com as historias.
estranhos.
que se entranham.
e ja não deviam sair.
sábado, 31 de janeiro de 2015
voltar.
As vezes so penso no simples que a vida pode ser em Lisboa. Voltar e ter a minha casa. Voltar e ter a minha rotina. Voltar e ter a minha equipa. Voltar e ter a minha crew.
Voltar e ter os meus afilhados. Voltar e poder sair com quem quiser e me apetecer.
Voltar e ser livre.
A minha liberdade sempre me foi preciosa e sempre lhe fiz (quase) todas as vontades. Ate agora. Mas ela já não está a gostar disto. Estava mal habituada e agora anda a chatear-me que quer voltar a voar.
Eu vou tentanto engana-la sempre que vamos la fora...
mas a liberdade é uma maluca. Que sabe o quanto vale um beijo.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Se não demorares, eu espero. Se vieres a seguir, aqui estarei a aguardar. Se estiveres atrasada, basta avisares, que aqui me manterei.
Se pedires, eu fico já por aqui. Ou vou ter aí. Se chamares, eu vou. Se me guiares, eu sigo-te. Se murmurares, eu entendo-te. Se me pensares, eu oiço-te.
Se não demorares, eu espero.
Demoras?
Se pedires, eu fico já por aqui. Ou vou ter aí. Se chamares, eu vou. Se me guiares, eu sigo-te. Se murmurares, eu entendo-te. Se me pensares, eu oiço-te.
Se não demorares, eu espero.
Demoras?
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
mais que o sol.
nas coisas simples sou feliz. nas coisas simples sorrio. no teu sorriso sou feliz. nos poucos minutos em que conseguimos fugir ao frio e te ouço sou feliz. nao te digo, porque ja te disse vezes demais que gosto do teu sorriso. nao te digo porque acho que nao vale a pena. mas gosto do teu sorriso. e gosto dos minutos em que fugimos ao frio. e dos minutos de frio. e do abraço no meio da rua.
deviamos abraçar-nos mais vezes. a felicidade está nas coisas simples. sabias?
podemos simplificar-nos e deixar os sorrisos sairem sem que os controlemos?
podemos simplificar-nos e deixar os abraços ficarem?
podemos simplificar-nos, sem mais nada?
voa.
deviamos abraçar-nos mais vezes. a felicidade está nas coisas simples. sabias?
podemos simplificar-nos e deixar os sorrisos sairem sem que os controlemos?
podemos simplificar-nos e deixar os abraços ficarem?
podemos simplificar-nos, sem mais nada?
voa.
porque te amo.
Amo-te sempre, mesmo que ausente. Amo-te, mesmo que não to diga todos
os dias. Amo-te mesmo que calada. Amo-te mesmo que amar também seja
isso: nada fazer ou dizer. Amo-te no silêncio dos dias e na calada da
noite. Amo-te sem príncipio ou fim, mas como uma extensão de mim. Amo-te
quando to digo e com isso te irrito. Amo-te quando estou aqui ou quando
fui ali. Amo-te de dentro do pensamento e do avesso do corpo. Amo-te de
alma e com calma. Amo-te na urgência do depressa.
Amo-te sempre. Amo-te ainda.
Amo-te sempre. Amo-te ainda.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2014
Prometo falhar.
Sem hesitar. Prometo ser humano, aqui e ali ser incoerente, aqui e
ali dizer a palavra errada, a frase errada, até o texto errado, aqui e
ali agir sem pensar, para que raios serve pensar quando te amo tão
desalmadamente assim? Prometo compreender, prometo querer, prometo
acreditar. Prometo insistir, prometo lutar, descobrir, aprender,
ensinar. Tudo para te dizer que prometo falhar. E Deus te livre de não
me prometeres o mesmo.
«Foste a maneira mais bonita de errar.»
E ela sentiu a respiração a faltar, hesitou como nunca tinha hesitado, quis pensar aquilo tudo, colocar todas as possibilidades nos pratos da balança, mas quando deu por si não disse «quero tanto mas deixa lá», quando deu por si estava a pensar em como conseguira deixar de pensar, um ou dois segundos de ela própria, o amor só existe quando nos oferece pelo menos um ou dois segundos de nós próprios.
«Se voltas a falhar juro que te amo para sempre.»
E ela falhou.
«Foste a maneira mais bonita de errar.»
E ela sentiu a respiração a faltar, hesitou como nunca tinha hesitado, quis pensar aquilo tudo, colocar todas as possibilidades nos pratos da balança, mas quando deu por si não disse «quero tanto mas deixa lá», quando deu por si estava a pensar em como conseguira deixar de pensar, um ou dois segundos de ela própria, o amor só existe quando nos oferece pelo menos um ou dois segundos de nós próprios.
«Se voltas a falhar juro que te amo para sempre.»
E ela falhou.
domingo, 23 de novembro de 2014
É mais ou menos isto. Uma confusão. Uma baralhação. Um turbilhão de ideias e de quereres. Um misto de saudade desinquietante e vontade urgente. Um digo-não-digo, faço-não-faço, um vou-não-vou. Um apetece-me-tanto-mas-não-pode-ser. Um eu-não-te-deixo-ir-embora-mas-não-te-peço-para-vires. Uma mistura de sentimentos polvilhada com um punhado de sensações. Uma junção de desejos imaginários ornamentados por sonhos reais.
Um emaranhado de paixão urgente e amor calmo.
Tu e eu somos uma confusão.
Calmamente desinquieta.
Gritantemente calada.
Um emaranhado de paixão urgente e amor calmo.
Tu e eu somos uma confusão.
Calmamente desinquieta.
Gritantemente calada.
Quando
se ama, naquele exacto segundo em que se ama, tem de se acreditar que é
para sempre. Mais: tem de se ter a certeza de que é para sempre. Amar,
mesmo que por segundos, mesmo que por instantes, é para sempre. E é
isso, essa sensação de segundos ou de minutos ou de dias ou de horas ou
de anos ou meses, que é para sempre. Ama. Ama por inteiro. Ama sem nada
pelo meio. Ama, ama, ama, ama. Ama. Porque é só por aquilo que te faz
perder a respiração que vale a pena respirar.
Prometo falhar.
Sem hesitar.
Prometo ser humano, aqui e ali ser incoerente, aqui e ali dizer a palavra errada, a frase errada, até o texto errado, aqui e ali agir sem pensar, para que raios serve pensar quando te amo tão desalmadamente assim?
Prometo compreender, prometo querer, prometo acreditar. Prometo insistir, prometo lutar, descobrir, aprender, ensinar.
Tudo para te dizer que prometo falhar.
E Deus te livre de não me prometeres o mesmo.
«Foste a maneira mais bonita de errar.»
E ela sentiu a respiração a faltar, hesitou como nunca tinha hesitado, quis pensar aquilo tudo, colocar todas as possibilidades nos pratos da balança, mas quando deu por si não disse «quero tanto mas deixa lá», quando deu por si estava a pensar em como conseguira deixar de pensar, um ou dois segundos de ela própria, o amor só existe quando nos oferece pelo menos um ou dois segundos de nós próprios.
«Se voltas a falhar juro que te amo para sempre.»
E ela falhou.
Prometo ser humano, aqui e ali ser incoerente, aqui e ali dizer a palavra errada, a frase errada, até o texto errado, aqui e ali agir sem pensar, para que raios serve pensar quando te amo tão desalmadamente assim?
Prometo compreender, prometo querer, prometo acreditar. Prometo insistir, prometo lutar, descobrir, aprender, ensinar.
Tudo para te dizer que prometo falhar.
E Deus te livre de não me prometeres o mesmo.
«Foste a maneira mais bonita de errar.»
E ela sentiu a respiração a faltar, hesitou como nunca tinha hesitado, quis pensar aquilo tudo, colocar todas as possibilidades nos pratos da balança, mas quando deu por si não disse «quero tanto mas deixa lá», quando deu por si estava a pensar em como conseguira deixar de pensar, um ou dois segundos de ela própria, o amor só existe quando nos oferece pelo menos um ou dois segundos de nós próprios.
«Se voltas a falhar juro que te amo para sempre.»
E ela falhou.
segunda-feira, 10 de novembro de 2014
domingo, 9 de novembro de 2014
sábado, 8 de novembro de 2014
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
domingo, 2 de novembro de 2014
Perdi-te.
Perdi-te.
mas na verdade nunca te tive.
Encontrei-me.
e percebi que no fundo estava sempre aqui.
mas na verdade nunca te tive.
Encontrei-me.
e percebi que no fundo estava sempre aqui.
A ignorância é uma bençao.
Quanto menos sabemos menos queremos.
E quanto menos queremos mais felizes somos.
Nós, os sonhadores. Nós, os que buscam incessantemente matar essa sede sem àgua e essa fome que não é de comida. Nós, os que procuram diariamente o caminho para se encontrarem. Nós, os que se perdem para não serem encontrados. Nós, os que olham as estrelas e querem ir mais alem. Nós, os que sorriem ao por do sol porque sabem que hoje fizeram tudo e amanha ha mais a ser feito.
Nós, que podemos nao saber ainda para onde vamos... Mas vamos.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
sábado, 25 de outubro de 2014
I am lost.
para quê voltar?
para onde voltar?
cada vez mais entendo que nao pertenço a lado nenhum.
a ninguem.
para quê voltar?
para onde voltar?
ja so penso em partir outra vez. nao para o barco. mas partir.
porque esta tambem nao é a minha casa.
porque nao tenho lugar nenhum.
porque nao tenho ninguem. e porque nao sei lidar com isso.
entao vou. preciso ir de novo. porque nao consigo lidar com esta coisa de nao pertencer a lado nenhum.
um dia. talvez me habitue a isso. mas nao quero.
nao ser. nao pertençer. nao saber.
ir. para onde? nao sei. mas vou. porque ainda nao é aqui.
para onde voltar?
cada vez mais entendo que nao pertenço a lado nenhum.
a ninguem.
para quê voltar?
para onde voltar?
ja so penso em partir outra vez. nao para o barco. mas partir.
porque esta tambem nao é a minha casa.
porque nao tenho lugar nenhum.
porque nao tenho ninguem. e porque nao sei lidar com isso.
entao vou. preciso ir de novo. porque nao consigo lidar com esta coisa de nao pertencer a lado nenhum.
um dia. talvez me habitue a isso. mas nao quero.
nao ser. nao pertençer. nao saber.
ir. para onde? nao sei. mas vou. porque ainda nao é aqui.
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Into the Wild.
"Some people feel like they don't deserve love. They walk away quietly into empty spaces, trying to close the gaps of the past."
Into the Wild*
I'm leaving.
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
das missoes impossiveis
[Há sítios que ela não usa
Por não saber que estão cá
Há mares que ela não cruza
Por não ser eu a estar lá]
[É de mim que ela precisa Para lhe dar o que não quer]
Esta morena não corre quando a chamo para mim.
mas mesmo assim... eu hei-de sempre tentar correr para ela.
até que ela me mande embora de vez.
porque ela tem paixao no olhar.
e corpo com sede de quente, mas que nao sente calor.
ela nao sabe bem, mas eu no fundo sei.
[quando o véu lhe cai
Quando o calor lhe vem
Sempre que a noite quer
Sonha comigo também]
note to self II
“Sabe, o apego é como segurar com bastante força. Mas o amor genuíno é como segurar com muita gentileza, nutrindo, mas deixando que as coisas fluam. Não é ficar preso com força. Porém é muito difícil para as pessoas entenderem isso, porque elas pensam que quanto mais elas se agarram a alguém, mais isso demonstra que elas se importam com o outro.”
“Qualquer tipo de relacionamento no qual imaginamos que poderemos ser preenchidos pelo outro será certamente muito complicado.”
note to self.
"Sob a vida, sob o Sangue, sob o coração de todos os homens vivos uma
outra vida, imensurável e secreta, pulsa e essa é que é talvez a vida
verdadeira."
"Pensamos tanto, tomamos balanço e hesitamos(...) queremos dizer quero e dizemos não posso(...) queremos dizer amor e não nos chega a língua."
"Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas"
Porque às vezes "(...) não cabemos nas palavras."
"Sonhar é uma forma de conhecer o mundo."
"Pedra sobre pedra (...) o muro de todos os silêncios lentamente foi crescendo. E agora vai alto, muito alto. Temos de nos juntar."
"...deixar o coração bater o mais que puder, satisfazer a valer todas as paixões."
"finjo que estou bem... sinto-me logo melhor."
Cultivamos esperançosamente o sonho e a imaginação não porque queremos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas filhos melhores para o nosso mundo.
"Pensamos tanto, tomamos balanço e hesitamos(...) queremos dizer quero e dizemos não posso(...) queremos dizer amor e não nos chega a língua."
"Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas"
Porque às vezes "(...) não cabemos nas palavras."
"Sonhar é uma forma de conhecer o mundo."
"Pedra sobre pedra (...) o muro de todos os silêncios lentamente foi crescendo. E agora vai alto, muito alto. Temos de nos juntar."
"...deixar o coração bater o mais que puder, satisfazer a valer todas as paixões."
"finjo que estou bem... sinto-me logo melhor."
Cultivamos esperançosamente o sonho e a imaginação não porque queremos deixar um mundo melhor para os nossos filhos, mas filhos melhores para o nosso mundo.
terça-feira, 21 de outubro de 2014
ainda de Quarentena.
Comi todas as palavras e fiquei deliciada com a refeição!
"Atenção. A realidade tem vindo a aumentar. Várias pessoas têm sido contaminadas com o síndrome de realite e há registos de certas individualidades com realite crónica, ou realitose, dos quais já só se pode esperar o pior. Os mais alarmistas falam mesmo numa epidemia. Quem está doente fica incoerente. Ninguém está imune. Atenção. A realite avança. Toda a imaginação está a ser tomada como um acto de resistência. É necessário treinar as ideias e os pensamentos. É necessário procurar um Grande Encontro. É necessário caminhar numa direcção impossível.
Atenção. Levem convosco todos os sentimentos clandestinos. Levem os vossos livros e tudo o mais cuja matéria seja semelhante à dos sonhos. Sobretudo não se esqueçam das palavras. Levem as palavras nas mãos, levem as palavras no olhar, lembrem-se de que nem só na boca vivem as palavras. Lembrem-se que as palavras não são todas transparentes e que podem conter um gesto incendiado, um tremor, uma maré. Atenção. Inventem as vossas palavras. E inventem também o silêncio. O silêncio que nos afasta e nos aproxima. O silêncio das incertezas, das interrogações, dos gritos. O silêncio da agitação.
Atenção. No nosso silêncio estamos de QUARENTENA.
E de tantos silêncios está a construir-se uma palavra."
"Atenção. A realidade tem vindo a aumentar. Várias pessoas têm sido contaminadas com o síndrome de realite e há registos de certas individualidades com realite crónica, ou realitose, dos quais já só se pode esperar o pior. Os mais alarmistas falam mesmo numa epidemia. Quem está doente fica incoerente. Ninguém está imune. Atenção. A realite avança. Toda a imaginação está a ser tomada como um acto de resistência. É necessário treinar as ideias e os pensamentos. É necessário procurar um Grande Encontro. É necessário caminhar numa direcção impossível.
Atenção. Levem convosco todos os sentimentos clandestinos. Levem os vossos livros e tudo o mais cuja matéria seja semelhante à dos sonhos. Sobretudo não se esqueçam das palavras. Levem as palavras nas mãos, levem as palavras no olhar, lembrem-se de que nem só na boca vivem as palavras. Lembrem-se que as palavras não são todas transparentes e que podem conter um gesto incendiado, um tremor, uma maré. Atenção. Inventem as vossas palavras. E inventem também o silêncio. O silêncio que nos afasta e nos aproxima. O silêncio das incertezas, das interrogações, dos gritos. O silêncio da agitação.
Atenção. No nosso silêncio estamos de QUARENTENA.
E de tantos silêncios está a construir-se uma palavra."
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Quarentena.
ir ao teatro, infelizmente, nunca fez muito parte das minhas rotinas. mas vai fazendo cada vez mais. e é so isso que interessa.
hoje fui ao teatro sem saber ao que ia. numa descoberta que me disseram em que me ia perder. numa aventura para a qual nao pude preparar-me.
um teatro diferente onde nos levaram para fora da sala de teatro, onde nos deram de jantar e onde nos fizeram encontrar muitas pessoas pelo caminho. 40 actores no total. uma orquestra no meio de um barracao. um barracao no meio do nada.
emocionei-me porque as palavras que usavam faziam-me todo o sentido. emocionei-me de ver aquelas pessoas orgulhosas do que faziam. emocionei-me do texto que foi tao bem escrito. emocionei-me. e vou lá outra vez.
palavras e silencios. amanhã e hoje. sentimentos e vazios. procuras e perdas.
[a morte nao saberá onde encontrar aqueles que andam sempre à procura]
hoje fui ao teatro sem saber ao que ia. numa descoberta que me disseram em que me ia perder. numa aventura para a qual nao pude preparar-me.
um teatro diferente onde nos levaram para fora da sala de teatro, onde nos deram de jantar e onde nos fizeram encontrar muitas pessoas pelo caminho. 40 actores no total. uma orquestra no meio de um barracao. um barracao no meio do nada.
emocionei-me porque as palavras que usavam faziam-me todo o sentido. emocionei-me de ver aquelas pessoas orgulhosas do que faziam. emocionei-me do texto que foi tao bem escrito. emocionei-me. e vou lá outra vez.
palavras e silencios. amanhã e hoje. sentimentos e vazios. procuras e perdas.
[a morte nao saberá onde encontrar aqueles que andam sempre à procura]
sábado, 18 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Eles.
Eles não me conhecem bem. Eles não sabem quase nada de mim. Eles partilham comigo memórias e experiências que aqueles que me conhecem nao terão oportunidade de fazer. Juntos vivemos coisas que nunca pensámos. Juntos fazemos tudo. Comemos. Trabalhamos. Bebemos. Passeamos. Dormimos. Viajamos. Exploramos. Perdemo-nos. Encontramo-nos. Juntos encontramo-nos. Juntos arranjamos sempre um caminho mais fácil. Uma solução. Ou simplesmente um desabafo. Um comentário. Uma careta. Um sorriso. Um abraço quando é mesmo preciso. Eles não me conhecem. Nunca lhes dei muitas oportunidades para isso. Aqui não sei ser eu. estou a aprender. Mesmo assim eles são muito pacientes comigo. E muito queridos. E ainda bem que fiz anos aqui, pois fez-me ajudar a perceber que eles merecem mais de mim. Que eles se preocupam de facto. Que lhes faço diferença nos dias mesmo sem saber. As vezes é bom saber que se faz diferença nos dias dos outros. Eles fizeram e surpresas e escreveram-me coisas bonitas. Depois pregaram-me uma bebedeira descomunal sem que desse por isso.. Porque gostam de mim e sei que é no álcool que o demonstram. E eu deixei. E não me importei. E gostei muito. E gosto muito deles. Eles não sabiam. Mas agora já sabem. E ainda bem. Porque no fundo eles também são meus amigos, mesmo sem me conhecerem como os meus amigos me conhecem. Eles aqui vivem comigo coisas que nunca pensei viver e vêem uma pessoa que as vezes também não sei muito bem quem é. Aqui somos todos diferentes. E gostamos (quase) todos uns dos outros. Posso dizer que já tenho um cantinho aqui, e isso faz-me sorrir. Saber que se faz diferença nos dias dos outros é bom. Eles fazem todos os meus dias melhores, e sei que vou ter saudades de me perder com eles. Mas havemos de nos encontrar outra vez.
sábado, 11 de outubro de 2014
ela sempre aqui.
quero-te regar.
quero desvendar a parte triste que há em ti.
nao vês que é pra nós?
fica e faz voltar o que tens porque é meu.
[ela sempre aqui]
hoje pensei-te mais. penso-te todos os dias sabes?
hoje pensei-te mais. porque tenho mesmo saudades tuas.
porque mesmo que nao te veja quando estou ai, estou mais perto.
hoje pensei-te mais. imaginei o que nunca havemos de fazer.
hoje pensei-te mais. escrevi os dialogos que nunca havemos de ter.
hoje pensei-te mais. pensei nos beijos que nunca te dei.
e tanto que te queria beijar outra vez.
hoje pensei-te mais. porque gosto muito de ti.
hoje pensei-te mais.
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
já escondi um amor com medo de perdê-lo.
Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das ideias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!
Clarice Lispector
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
treze dias.
e pensar que já faltaram 181 dias. 6 meses.
ja só faltam 13 para voltar.
voltar.
a minha casa. As minhas pessoas. A minha língua.
saudade.
as minhas pessoas. Os abraços que quero receber. A voz que quero ouvir. O sorriso que quero ver. A mota que quero conduzir. O silêncio que preciso. A minha cama.
a minha cama. A casa que nao é minha. O campo e ar puro. O ar que é puro. O ar que nao é poluido.
o campo e Lisboa. Lisboa e o campo. Lisboa e as cores. Lisboa e as pessoas. E a minha língua. Português. Portugal. Lisboa. O campo. Saudade.
esta quase...
ja só faltam 13 para voltar.
voltar.
a minha casa. As minhas pessoas. A minha língua.
saudade.
as minhas pessoas. Os abraços que quero receber. A voz que quero ouvir. O sorriso que quero ver. A mota que quero conduzir. O silêncio que preciso. A minha cama.
a minha cama. A casa que nao é minha. O campo e ar puro. O ar que é puro. O ar que nao é poluido.
o campo e Lisboa. Lisboa e o campo. Lisboa e as cores. Lisboa e as pessoas. E a minha língua. Português. Portugal. Lisboa. O campo. Saudade.
esta quase...
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