terça-feira, 20 de maio de 2014

conversas.



Sou uma tola. Que não se contenta com nada e anda sempre a saltar de um lado para o outro, É o que é.

domingo, 18 de maio de 2014

um mes.

De todas as coisas que posso sentir aqui, sinto Saudade.
Aqui não é fácil.
Pensa-se sempre demais. Eu tento não pensar. Viver. Trabalhar. Aproveitar quando saio.
Aqui sente-se muito. Muito intensamente. Mas eu não quero.
Por isso não sinto.
 Aqui bloqueio-me.
 Um mês.
Passou devagar. Aqui o tempo passa sempre devagar.
Já vi muitos sítios. Já fiz muitas coisas. É bom ter experiencias novas.
Falta-me alguém. Faltas-me tu. Ou tu. Talvez tu. Sim, penso que és tu. Mas também não quero pensar. Nem sentir.
Um mês.Já não choro há… demasiado tempo.
Bloqueei. É melhor assim.

sábado, 10 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014



Tenho saudades.
De tudo. De nada. 


De sentir.

equilibrio.



Sentir muito. Sentir pouco. Não sentir nada.
Exprimir muito. Exprimir pouco. Nao exprimir nada.
Sorrir muito. Sorrir pouco. Chorar.
Aqui e agora é difícil equilibrar. Ser equilibrada.
Aqui e agora acontece muito, mas não acontece nada.
Aqui e agora vive-se para o futuro. Cada dia é  um novo dia, por mais que se tente aproveitar cada dia e o que cada dia nos pode trazer de melhor, vive-se sempre para o amanha.
Amanha vai ser melhor. Amanha é diferente. Amanha vou pensar no outro amanha. E assim se passa. Hoje não sinto. Amanha. Amanha e mais outro amanha. Hoje não digo. Amanha.
A vida é fodida. E devia ser tudo mais simples. E eu tento continuar simples e positiva nos ‘amanhas’ que são hoje. Mas hoje não esta a ser fácil. Nunca é. Por isso… o amanha tornou-se o meu melhor amigo.
A esperança é a ultima a morrer.
Amanha sinto. Amanha digo. Amanha é melhor. Se não for… há o depois de amanha. E depois de depois de amanha….

terça-feira, 22 de abril de 2014

quando trabalho passam-me mil coisas pela cabeça que poderia dizer aqui. que gostava de dizer aqui. mas depois chego e.... ja nao me sai nada.
vou começar a andar com um gravador no bolso. pode ser que resulte.

podia ser pior.

viver num barco tem dias em que mais parece que se tem os pes bebados e a cabeça de ressaca .... e o pior é que nao bebo nada á... demasiado tempo!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

domingo, 20 de abril de 2014

Home.

hoje ouvi alguem em conversa:
'so you've traveled around the world lot's of times?'
'Yes, Yes!'
'And what's the best place you've ever been?'
'Home.'

quarta-feira, 9 de abril de 2014

simples.

desde á muito tempo que sempre tive complexos com o sitio de onde vim. onde cresci. nao significa que nao goste dele, adoro-o e nao o troco por nada. nao significa que nao goste da minha casa. é minha e é o unico sitio onde sei que é certo voltar. todas as outras sao temporarias e de passagem.
nao me envergonho das minhas raizes, mas sempre fui insegura em relação ao que pudessem pensar ao conhecer o sitio de onde venho.
ha uns tempos vi-me obrigada a passar esses complexos e fazer uma festa ca. correu bem melhor do que esperava e toda a gente adorou. tenho os pais mais queridos e tranquilos de sempre. e nao me posso queixar.
desta vez vou repetir. com pessoas que me sao bem mais importantes e chegadas. tenho medo e receio que conhecam as minhas origens. que nao gostem. que  se desiludam.
sou sempre demasiado insegura com isto.
a verdade é que o sitio de onde venho é simples. tal como eu.
aqui somos todos simples. e se na nossa casa as coisas nao estao ainda da maneira que queremos sabemos que o tempo nos ajudará a chegar la.
somos simples e felizes.
continuo insegura com o que elas possam pensar ou sentir. mas no fundo, se nao entenderem de onde venho tambem nunca me entederam a mim.

e é so isto.

terça-feira, 11 de março de 2014

first kiss





os primeiros beijos sao sempre mais intensos e especiais que todos os outros. os primeiros beijos sao muitas vezes impulsos genuinos e que nao temos coragem nem tempo de negar.
sao especiais e importantes. mesmo que sejam os unicos.


eu gosto de primeiros beijos e de sentir a intensidade que neles vive e muitas vezes se intensifica logo nos segundos imediatamente aos labios se tocarem a primeira vez.
os primeiros beijos sao verdadeiros.
os primeiros beijos sao.. os primeiros. e isso da-lhes sempre um peso que os outros beijos nao teem. porque nunca se sabe onde o amor pode estar escondido... e ás vezes basta um beijo para o perceber.



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

an-si-e-da-de

quem espera sempre alcança.
quem espera desespera.

entendam-se la nessa coisa dos proverbios, que a espera é uma seca e ja nao sei o que pensar. nem o que fazer. nem o que responder quando me perguntam quando vai ser.
quero tanto saber como nao quero.
quero tanto ir como nao quero.
quero mais do que nao quero.
preciso saber o que é isto que procuro à tanto tempo. mas nao preciso nada saber que deixo ca demasiado à minha espera. sinto que nao tenho esse direito. nao quero ter essa responsabilidade. mas ao mesmo tempo quero e faço questao de ter.
é tao... ambiguo e dificil.

a partida devia ser tao feliz quanto a chegada. talvez seja facil para mim, que vivi a vida toda a ir ao aeroporto buscar e levar o pai que no fundo nunca conheci. sei e reconheço que isso nao é vida. ainda hoje olho para a minha mae e penso como foi possivel viver toda a vida num romance intermitente. é admirável. nao quero ter de fazer ninguem passar por isso. sinto-me mal ao pedir para me esperarem. sinto-me ainda pior ao pedir para nao me esperarem.

an-si-e-da-de

só. isso.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

********

Acima de todas essas coisas que tenho para te (d)escrever
Estão todas as que nem sei como serão ditas.
Todas essas palavras se afogam no suor das palmas das nossas mãos
E nessa maneira única de te sentir,
Como se me rasgasses a Alma nessas rajadas de arrepios cálidos.

Talvez por isso te escreva sem pretensões...
Talvez por isso nem escreva nada.

Não me sente escrever apenas
Se nas palavras não te tocar
Um beijo.

(E bem que me podes beijar...
É assim que te sinto.)

Tão bem que te sinto!

Acima de todas essas palavras que nem sei como serão ditas,
Estão todas as páginas que arranquei.
(Não tenhas medo,
Só queria que fosse exímio.)
Foi somente dentro do teu corpo que moldei a minha escrita,
E agora nada escrevo.

Não foi falta de inspiração,

O que nos (d)escreve é simplesmente
Amor.

Catarina Mota de Sá
10 de Dezembro, 2013








 

porque as palavras nao me saem. porque, tal como ela diz e muito bem:
"Foi somente dentro do teu corpo que moldei a minha escrita,
E agora nada escrevo.

Não foi falta de inspiração,

O que nos (d)escreve é simplesmente
Amor.
"

e perante isto.... perco-me em sentimentos e emudeco deslumbrada pelo que sinto.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

no words.

oh Lana....





confesso que quando apareceu me irritava. depois acho que me fui habituando áquele jeito triste e malancolico dela. agora voltou e deixou-me de boca aberta. Adoro! Amo! está Genious! e subiu muito na minha consideração!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

a falta de tempo faz-me nao conseguir parar muito aqui. nao o suficiente, nao quanto queria. sempre que consigo parar por aqui nao consigo escrever. nao tenho muito para dizer, é um facto. mas as vezes é mais facil. e ultimamente nao tem sido. nao tem sido facil parar. no entanto sinto que nao tenho andado para lado nenhum. nao tenho feito nada de mais. nao tenho estado com quem deveria estar. nao tenho dado atenção a quem devia dar. nem a mim propria. despedi-me do meu trabalho. foi a unica coisa que fiz de verdadeiramente importante ultimamente. no entanto agora sinto-me um bocado perdida. preciso encontrar o meu rumo. preciso começar a fazer algo por mim. algo que saiba que me vai dar um futuro. uma carreira. perspectivas de futuro. perspectivas de ser alguem. aquilo que quero sei que vai demorar tempo a acontecer. bastante tempo. portanto ate la preciso arranjar algo que me preencha e me faça feliz. me faça sentir minimamente realizada e a fazer coisas por mim. ou pelo menos algo que me permita fazer coisas por mim. nao sei. mas hei-de descobrir.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

porque me apetece

tenho andado ausente disto, nao tenho tido tempo nem paciência para escrever (nem muito para dizer, confesso)
o trabalho mantem-me ocupada e a equipa tem-me ocupado cada vez mais. estou afastada da maioria dos meus amigos, nao por querer mas por nao conseguir conciliar tudo. o facto de termos o nosso primeiro jogo marcado para daqui a umas semanas faz com que a pressao seja cada vez maior, e baldar-me agora está fora de questao... mas tenho muitas saudades dos meus maigos e estou MESMO a precisar de uma noite à séria e de um jantar em que se fala de tudo e mais alguma coisa...

enfim, faltas de tempo à parte... e sem muito para dizer, partilho apenas que tenho que mudar de emprego rápidamente (sim, outra vez)...
tenho uma necessidade incontrolavel pelo novo e desconhecido, e preciso estar em constante movimento para me sentir util... se estou muito tempo no mesmo sitio e as coisas começam a sair-me automaticamente entao ja nao estou bem ali... infelizmente acontece-me demasiadas vezes, nao sei o que fazer quando for grande se tenho este péssimo feitio para ficar parada num sitio. uma coisa eu sei, deificilmente vou ser efectiva numa empresa....
nao sei porque estou para aqui a falar da minha vida, mas apetecia-me escrever, e nao consigo escrever coisas paneleiras porque tenho demasiadas coisas a acontecer dentro de mim... mas tambem nao escrevo coisas tristes porque tristeza é a ultima coisa que tenho sentido nestes ultimos tempos.
portanto escrevo so porque sim.
e porque me apetece.

[i am yours now]

Não há muitas definições convincentes de felicidade. É mais fácil procurar pela palavra sorte. Sorte é aquilo que achamos querer ou, quando temos mesmo sorte, achamos ter. É feliz quem prefere ficar em casa. É feliz quem tem uma casa onde prefere ficar. É mais feliz ainda quem tem alguém com quem prefira ficar em casa. A casa até nem pode parecer grande coisa - mas é. Como pode deixar de ser grande o sítio no mundo aonde nunca queremos ir só para visitar ou conhecer: o único sítio do mundo para onde queremos sempre voltar e ficar?

 MEC

quinta-feira, 1 de agosto de 2013


para nos nao ha palavras. nao ha descriçao possivel para o que temos. o que sentimos. tal como dizes, as palavras nao chegam, por isso é que existem sentimentos. gosto disto. gosto de ti. gosto de nos. gosto dos nossos sorrisos tolos. gosto dos nossos silencios. gosto da nossa cumplicidade. gosto da forma como nos abraçamos. como nos agarramos. como somos cumplices.
gosto de ti. e gosto de gostar de ti. e gosto de nos.



quarta-feira, 17 de julho de 2013

Nós.

gosto da pessoa que sou contigo. gosto de sorrir contigo. gosto de andar de mota contigo. gosto de andar de carro contigo. gosto de te conduzir. gosto do teu abraço. gosto das noites que sao nossas. gosto dos dias que se vao prolongando connosco. gosto do 'Papoy' e de tudo o que dizes com aquela voz que so da vontade de dar beijinhos. gosto de 'cantar' contigo. gosto quando me cantas ao ouvido. gosto quando me fazes arrepiar. gosto de tudo o que me fazes. gosto de te fazer gostar de mim.
podemos nao saber ao certo de que é que gostamos afinal, ou por quanto tempo vamos gostar, ou onde é que isto nos vai levar.
mas de uma coisa tenho a certeza,
gosto de Nós.

terça-feira, 2 de julho de 2013

Foi um sonho Real.

Já pouco nos resta fechar os olhos
Escondemos actos sem qualquer receio ou angustia
Que nos prende a vontade de sentir
O corpo com prazer

 

sexta-feira, 14 de junho de 2013

so isso.

preciso partilhar com o mundo que estou farta de pessoas frustradas e sem vida.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

OK!!! it is simple.




OK!!!
if you want, you get it.



[but... i still miss you.]

quinta-feira, 30 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

portugal

meu querido Portugal, gosto muito de ti, mas cada vez dás-me mais motivos para vir ca so passar ferias e ver a familia e os que ficam.
hoje so para mudar umas ligaduras tive que andar (coxa) a subir e descer ate as 15h para conseguir os papeis que me davam direito de aceder ao centro de saude. claro que no meio disto e de muita incompetencia tive que fazer 3 reclamações no livro e aborrecer-me sem motivos nenhuns.

 Ai Portugal Portugal... eu gosto tanto de ti, mas assim nao!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

acidentes

acho que nunca tinha tido um acidente assim lixado, uma cena em que ficasse com arranhoes ou coisas mais graves. desta vez fiquei. nao é nada, podia ser pior (pode sempre), mas incomoda. é um incomodo fodido e com o qual nunca tive de lidar e agora tenho de aprender, mas há cenas que preferia nunca ter de saber. enfim, a vida está sempre a ensinar-nos coisas. tenho que prender a desviar-me dos buracos! agora vou ver se descubro filmes e series para me manter entretida. e a sorte é que o tempo mudou e nem sequer preciso ter pena por nao estar na praia... pelo menos ha coisas boas!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Blue Monday.

I kept waiting For you to find what i see in you

domingo, 19 de maio de 2013

Tell me Baby please. Are You Near? [Like in Lost in Translation. Please do that.]

segunda-feira, 13 de maio de 2013

POP

hoje acordei pop. sorri como ja nao sorria ha muito. ri e aproveitei o dia. corri e continuei a sorrir.
ser pop de vez em quando faz-me bem.
ja nao me lembrava disto. mas é uma boa terapia. sem duvida!
(e fica bem com os dias de sol)



True Story.


sábado, 11 de maio de 2013

tenho saudades tuas.

acordo e só me apetece raptar-te. levar-te. sem saber para onde. simplesmente ir. contigo. 
deixarmo-nos ir e nao pensar em mais nada. como em tempos me deixaste fazer.
como em tempos fomos felizes a fazê-lo.  eu pelo menos fui. e tu tambem parecias ser.

nao te compreendo. mal te conheço. nao vou deixar que isso influencie no que nao sei que sinto por ti.
porque nao me deixas sentir-te. mesmo assim sei que sinto saudades tuas.
e tenho medo de to dizer porque tenho medo que nao sintas o mesmo. se calhar devia dizer-to. mas nao tenho direito de te dizer o que quero. porque tu fizeste a tua escolha, e por mais que me custe, tenho que aprender a respeitar-te e dar-te espaço.
sou paciente. nao sei ate quando te espero. mas espero-te. enquanto aquilo que nao sei o que é continuar a fazer-se sentir dentro de mim.

ate la continuarei a sentir saudades tuas, e a imaginar-te comigo a fugir por essa estrada fora. e imaginar que sorris e aprecias as coisas que te mostro. 


um dia rapto-te.     

quinta-feira, 9 de maio de 2013

o que fazer quando tudo corre mal.  e a solução é afundar ainda mais a péssima condição de não fazer nada durante algumas horas seguidas. 

des

cul
pa
me

culpa-me.

mandar tudo à merda. ir para uma ilha e deixar que a vida passe por mim. hoje aqui ao longe vejo o fim do filme. com as cenas, os bloopers, as cenas repetidas, os momentos de humor e os de choro. drama
drama
drama queen.
que se foda o drama e o teatro e as merdas de amigos que tens e as merdas de textos e as merdas adolescentes. manda tudo à merda. 
dizer asneiras é uma forma tão poética de ser violentamente cruel.  culpa.me.
te dejo.
des
culpa-me

saí do quarto. esperei pela minha vez. corre meia hora. corre meia hora e faz alguma coisa por ti. 
há uns anos atrás, no inicio do filme, momentos antes de começar a verdadeira história começava o romance... fui correr 10 km com a motivação e a falta de sono de uma noite tão bem passada. as imagens, o cheiro que ainda tinha no meu corpo motivavam-me a não parar. a chegar ao fim, quanto mais não fosse para no final dizer-te que consegui chegar ao fim. e deixar que o suor saísse pelos meus poros alimentados pelo teu cheiro que felizmente ainda estava em mim. 
corri e nas alturas que não aguentava mais, lembrava-me do vestido e do sorriso. e do lábio molhado pelo calor de nós os dois. eu e tu juntos não eramos dois. eramos todos aqueles que nunca tinhamos tinho. eu e tu não eramos um e o outro. era o mundo inteiro a rir. 
cheguei ao fim . porque me motivavas. porque me lembrava o teu cheiro. o vestido. a flor. . . . e o sorriso e os olhos de bondade e confiança. os olhos. onde andarão....

saí do quarto. esperei pela minha vez. corre meia hora e tudo esquecerás. 
hoje decidi alimentar-me de novo. a raiva de não consegir fazer nada. a raiva de chegar ao fim do filme sem ter conseguido perceber ao certo porque terminou. 
faz alguma coisa. faz.
desiste de tudo menos de ti. quanto mais não seja pela felicidade de te deixares alimentar pela raiva que sentes, das horas sem dormir, da ansiedade que faz bater o coração mais forte do que qualquer droga. 
viciado em dormir pouco. 

culpa-me.
culpo.te
des
cul
po
te
começo a gritar e a passadeira que nao pára e o espelho que vejo com um corpo vivo. a unica coisa que tenho viva em mim é o meu corpo. sua, sem cheiro vindo de ti. sem imagem dos lábios molhados. grito mais... cada grito que dou garante-me pelo menos um ou dois km a mais. chegarei aos 10. para que este dia não seja dos piores da tua vida. para que te sintas vivo, um pouco mais vivo que o teu corpo. 
culpo-te, por isso, corro mais. 
run run run away.
tenho raiva logo corro mais. 

don´t go away. don´t go away.

chego ao fim 
corri 10km porque tenho raiva de não poder resolver.
10km e a raiva de nao conseguir saber onde está o sorriso, onde anda o labio mordido. o sorriso mais bonito.
10km e a raiva de não conseguir sair do fim do filme. 
10km e as lágrimas que me caem pela cara quando oiço o final do homem elefante
10km e as lágrimas. e o lost.
somos mais do que imaginamos ser.
desculpa-me - não te culpo
desculpo-te - não me culpes

quarta-feira, 8 de maio de 2013

my heart is beating in a diferent way...



as vezes é preciso fugir. afastar-me.tenho demasiada necessidade de estar sozinha. a maioria nao compreende. as vezes nem eu propria compreendo. mas admito que estar sozinha me dá uma certa paz.

estes ultimos tempos foram assim. precisei de mim para me lembrar que preciso dos outros. preciso sentir saudades deles. preciso sentir saudades de nao estar sozinha. desta vez demorou mais tempo. mas estou a voltar. aos poucos. a socializar.

precisava afastar-me por completo, como faço na maioria das vezes. fugir com uma mochila ás costas por uns dias e voltar nova. desta vez nao tive oportunidade de o fazer. fugia sempre que podia mas nao era suficiente.

talvez por isso tenha demorado mais tempo.
a verdade é que nao gosto de me sentir pressionada a 'voltar'. de ter sempre quem insista em que conte o porquê de estar afastada. a minha apatia a maior parte das vezes nao se explica. nao gosto de ter que me explicar.
nao gosto de falar.
mas aos poucos hei-de voltar. com calma.

terça-feira, 30 de abril de 2013

 Ninguém tem pena das pessoas felizes. 

Os Portugueses adoram ter angústias, inseguranças, dúvidas existenciais dilacerantes, porque é isso que funciona na nossa sociedade. As pessoas com problemas são sempre mais interessantes. Nós, os tontos, não temos interesse nenhum porque somos felizes. Somos felizes, somos tontaços, não podemos ter graça nem salvação. Muitos felizardos (a própria palavra tem um soar repelente, rimador de «javardo») vêem-se obrigados a fingir a dor que deveras não sentem, só para poderem «brincar» com os outros meninos.
É assim. Chega um infeliz ao pé de nós e diz que não sabe se há-de ir beber uma cerveja ou matar-se. E pergunta, depois de ter feito o inventário das tristezas das últimas 24 horas: «E tu? Sempre bem disposto, não?». O que é que se pode responder? Apetece mentir e dizer que nos morreu uma avó, que nos atraiçoou uma namorada, que nos atropelaram a cadelinha ali na estrada de Sines.
E, no entanto, as pessoas felizes também sofrem muito. Sofrem, sobretudo, de «culpa». Se elas estão felizes, rodeadas de pessoas tristes, é lógico que pensem que há ali qualquer coisa que não bate certo. As infelizes acusam sempre os felizes de terem a culpa. É como a polícia que vai à procura de quem roubou as jóias e chega à taberna e prende o meliante com ar mais bem disposto. Em Portugal, se alguém se mostra feliz é logo suspeito de tudo e mais alguma coisa. «Julgas que é por acaso que aquele marmanjo anda tão bem disposto?», diz o espertalhão para outro macambúzio. É normal andar muito em baixo, mas há gato se alguém andar nem que seja só um bocadinho «em cima». Pensam logo que é «em cima» de alguém.

Ser feliz no meio de muita gente infeliz é como ser muito rico no meio de um bairro-de-lata. Só sabe bem a quem for perverso.
Infelizmente, a felicidade não é contagiosa. A alegria, sim, e a boa disposição, talvez, mas a felicidade, jamais. Porque a felicidade não pode ser partilhada, não pode ser explicada, não tem propriamente razão. Não se pode rir em Portugal sem que pensem que se está a rir de alguém ou de qualquer coisa. Um sorriso que se sorria a uma pessoa desconhecida, só para desabafar, é imediatamente mal interpretado. Em Portugal, as pessoas felizes sofrem de ser confundidas com as pessoas contentes.

Miguel Esteves Cardoso, in 'Os Meus Problemas' 





Tenho tudo o que preciso. Tenho o que quero. Faço o que me apetece.
Mas ninguem me acompanha.
Ter nao chega para ser.

Mas sei que, no fundo, posso dizer que sou Feliz. Pena quase ninguém há minha volta compreender isso.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais..."

Vinícius de Moraes
 
continuo sem o que dizer aqui. aqui e onde for. nao tenho nada para dizer.
nao me apetece dizer nada.
agora vou so deixar andar. orientar-me e organizar a minha cabeça, que bem precisa de se por no sitio.
nao me apetece copos nem saidas, nao me apetece noites ate ser dia, nao me apetece musica alta so porque sim. as vezes pareco uma velha.
é uma fase. eu sei. quem me rodeia nao entende, por isso prefiro nao dizer nada. ocupo o tempo e digo que nao posso. e assim nao preciso dizer mais nada.

e pronto. é isto.
um dia volto a dizer qualquer coisa de jeito. 


Ah! nao digo, mas "reblogo" aqui
zmarley.tumblr.com 

segunda-feira, 25 de março de 2013

de facto...

nao se passa nada de jeito por aqui...
que grande seca que eu ando!

um dia, juro que volto a escrever aqui qualquer coisa decente.

quarta-feira, 13 de março de 2013

"Mas acontece tipo assim: lembro do seu rosto, do seu abraço, do seu cheiro, do seu olhar, do seu beijo e começo a sorrir, é assim mesmo, automático, como se tivesse uma parte do meu cérebro que me fizesse por um instante a pessoa mais feliz do mundo, mas que só você, de algum modo, fosse capaz de ativar. Eu sei, é lindo. Mas logo em… seguida, quando penso em quão longe você está sinto-me despedaçar por inteira. Sabe a sensação de arrancar um doce de uma criança? Pois é, sou essa criança. E dói. Uma dor cujo único remédio é a sua presença. Então sigo assim, penso em você, sorrio, sofro e rezo, peço pra Deus cuidar da gente, amenizar essa dor e trazer logo a minha cura."


"Mas não te procuro mais, nem corro atrás. Deixo-te livre para sentir minha falta, se é que faço falta… Tens meu número, na verdade, meu coração, então se sentir vontade de falar comigo ou me ver, me procura você."

Caio Fernando Abreu

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

always better if you wait....



Ha nasceres do sol.
ha pores do sol.

e depois há.....


[I´m dancing with the stars]
Want to tell you once again
Perhaps the stars are not so bright
I want to take you back in time

Want to hold you once again
 I want to show you there´s no lies
I want to have you by my side

Would you mind if I lay you down at night?
Would you cry if I hold you one more time?
I want to go but I know there's something wrong

disintegration in repeat. the best that i can get.

Oh I miss the kiss of treachery
The aching kiss before I feed
 The stench of a love for a younger meat

[I never said I would stay to the end]

How the end always is

deixar andar....

bem sei que nao tenho sido a mais assidua por aqui, mas este ano tem-se demonstrado cheio de potencial para me manter ocupada. ora sao pessoas, ora sao coisas, ora sao trabalhos. e sim, tudo no plural.
pelo menos nao me posso queixar que a minha vida é aborrecida e nao se passa nada.
neste momento passa-se demasiado. mas ja esta a acalmar.
é complicado gerir coisas e pessoas e falta de tempo. esta falta de tempo deixa-me quase adormecida. nao reago e deixo simplesmente andar, porque eu acredito que o que tiver que ser será. nao vale a pena forçar. foi dificil chegar a este estado, mas é como estou agora. e tem resultado.
agora que nao forço nem procura nada nem ninguem as coisas estao, finalmente, a encaixar-se.
consegui uma mudança que achava ser quase impossivel em tao pouco tempo. consegui conquistar-me de uma maneira que nao ja acontecia ha muito. consegui deixar-me em paz como ja ha muito nao estava.
estou tranquila. de espirito e de mente. tao tranquila que as vezes nem pareço eu.
mas tambem é preciso estar tranquilo de vez em quando, nao podemos estar smepre ansiosos e a lutar por coisas que nao sabemos se queremos mesmo ou nao.
agora nao luto, nao forço, nao puxo, nao insisto.. o que tiver que ser, será.

e felizmente, parece que ha bastantes coisas a 'ser'.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

nao desapareças.

O meu mundo tem estado à tua espera; mas
não há flores nas jarras, nem velas sobre a mesa,
nem retratos escondidos no fundo das gavetas. Sei
que um poema se escreveria entre nós dois; mas
não comprei o vinho, não mudei os lençóis,
não perfumei o decote do vestido.
Se ouço falar de ti, comove-me o teu nome
(mas nem pensar em suspirá-lo ao teu ouvido);
se me dizem que vens, o corpo é uma fogueira –
estalam-me brasas no peito, desvairadas, e respiro
com a violência de um incêndio; mas parto
antes de saber como seria. Não me perguntes
porque se mata o sol na lâmina dos dias
e o meu mundo continua à tua espera:
houve sempre coisas de esguelha nas paisagens
e amores imperfeitos – Deus tem as mãos grandes

Maria do Rosário Pedreira

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

i still wonder... Why?



[Words you spoke to her that night
Make your bodies look like porcelain]


Did she make your heart beat faster than i could?
Did she give you what you hoped for?

On nights so loveless, love,
I hope it made you feel good
Knowing how much i adored you


Knowing how much i adore you. and always will.
os meus amores platonicos dão cabo de mim. e o meu cerebro apodera-se de mim e fá-los parecer tão reais que so me apetece fazer-lhes juras de amor, e confessar-lhes o quanto gosto de os ver sorrir. ou so de os ver. e que conto os dias para os ver de novo.
se os meus amores platonicos soubessem o quão amados sao por mim nunca lhes faltariam sorrisos.
se os meus amores platonicos soubessem.... diriam que sou maluca. e se calhar sou  mesmo. mas ainda consigo disfarçar um bocadinho.
ou escondê-lo deles...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

it's true!



Look how they shine for you and all the things that you do!

Do you know?
You know I love you so.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

se faz favor.

Deixa a alegria entrar em ti. sem aditivos. sem copos nem riscas brancas que nos guiam pelos sorrisos. sabes que a vida é melhor sem alegrias forçadas. deixar-te ser feliz. com o que vales que é tanto. tenho pena que não te consigas ver como realmente és. linda de morrer. cheia de vida e luz. tenho pena que deixes que te desvalorizem. que te façam duvidar. que nao te digam todos os dias que tens o sorriso mais bonito do mundo. que es a melhor. tu iluminas. deixa a alegria entrar em ti. em nós. deixa-te viver com calma umas semanas. com mais pequenos almoços e mais horas de sono normal, sem aditivos em forma redonda. deixa a felicidade entrar em ti e deixa que a tua beleza te invada. deixa de olhar com 40.000 olhos aos espelhos, olha com dois. aqules que Deus te deu. os teus, lindos de morrer. deixa espaço em ti para seres feliz. só tu. sem sapatos altos nem vestidos de princesa. só tu e o que significas realmente. deixa.te ser feliz. sem pores em causa aquilo que vales e aquilo que serás num futuro. não desistas e da mesma forma que um dia desistes, dá a volta e pensa para contigo HOJE NÃO DESISTO. hoje e amanhã... e depois de viveres todos esses "hoje e amanhãs" sem desistências verás que a confiança aumenta, o cansaço tambem, a vontade de dormir mais cedo, as ganas de leres uma página mais. deixa-te ser feliz. tu e a tua vida. e eu ao lado a orgulhar-me mais e mais por cada passo que dás. (ou atras, de ti,  junto as tuas costas. ali mesmo pertinho para te abraçar sempre que precisares e te contar baixinho ao ouvido "um...dois...tr...". um passo e uma vitória. um passo. dia a dia. deixa-te ser feliz. deixa-te voar sem que ninguém te comande. eu sopro. tu voas. deixa-te ser feliz.

stop.

é so isto. preciso parar. doi-me tudo. sinto tudo. nao sinto nada. doi-me tanto que nao sinto nada. a apatia ás vezes apodera-se de mim e é como se nada nem ninguem conseguisse fazer nada. nem eu propria. que ja nei sei quem sou. o que sou. sou dor que tenta correr contra o tempo. sou vazio que tenta encher-se de tempo. sou tempo que é gasto na dor. sou dor. doi-me tudo. doi(s)-me tanto. as vezes à um negro que me enche e eu rendo-me. à um negro que se apodera de mim e me deixa ficar. à um negro que chega e eu nao consigo mandá-lo embora. e a merda é que sei exactamente como mandá-lo embora. mas nao consigo. ou nao quero. porque a melancolia é a minha melhor amiga. e a dor dá-me prazer. e por mais chato que ache todo este negro dentro de mim e o facto de nao conseguir manda-lo embora apesar de saber exactamente como o fazer.... ele faz parte de mim. nao o posso negar. nao o posso ignorar. basta-me deixa-lo vir com toda a sua força. atirar-me ao chao e deixar-me cheia de dores e vazia de sentimentos. sentir a sua brutalidade. deixar de sentir o resto. depois há-de passar.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

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"amor não é pra prender. amor é pra voar"
[after a hurricane comes a rainbow]

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013