sexta-feira, 9 de abril de 2021

 


Mais cedo ou mais tarde morrerei. talvez seja isso que necessito. ter sempre esta ideia em mente. isto em mente. 

não deixar que esta ideia me escape. me saia. que me esqueça

ter a noção clara que estou aqui de passagem. passar por aqui e ser um normal mortal. nunca deixar de tentar. creio que fui feito para chegar mais longe. duvidas, tenho-as. mas sei o que quero. sempre soube.

Quero ter mais. ser mais. 

Como uma segunda pele. Como parte de mim.

Se quero mais vou à luta. Lutar até ao fim. mais cedo ou mais tarde deixo de existir. e comigo levo a tristeza do último segundo de vida. deve doer. sempre pensei nisto. os últimos segundos devem doer muito. tanto que não sobrevivemos. 

Quero mais. quero lutar mais. não desisto. faço. tudo farei. tudo farei. tudo. farei.

para que a palavra desistir não seja presença nas minhas memórias. mais cedo ou mais tarde terei saudades da hora em que escrevo isto.  e essa é a maior das forças. forço um pouco mais. não desisto. resisto. resisto-me. até a ultima dor. 

a vida é uma. desistimos em tudo na vida. dos amores. das rotinas. das coisas boas da vida. das mas também. desistimos todos os dias. todos os dias desistimos. 

da vida não desistirei, mas nos segundos finais prometo que não sentirei dor.


Post, 2012. 

NG


Correr ate mesmo quando o coração para.

 

O coração para, eu continuo a correr. ate que as pernas percam o seu ultimo estimulo.

Mal de nós que nao sintamos amor. isso sim é um problema.

Mal de nos 

Mal de nos que nao nos abracemos e que nao estejamos um@ ao lado d@ outr@ quando necessitamos.

Mal de nos que nao haja amor. 


Queria dormir menos e viver mais.


Minuto 4.51.


Até voas. Disse el@. E eu, eu voei.






quinta-feira, 1 de abril de 2021

O amor também é uma coisa estranha. O amor forte raramente é fácil. Faz-nos muitas vezes dar voltas que nunca pensámos. Coloca-nos em caminhos que não achámos possíveis. Sinuosos e difíceis de percorrer. Faz-nos, muitas vezes, ter medo do que vem a seguir. Faz-nos pensar e questionar muito daquilo que tínhamos como adquirido. Faz-nos tomar decisões que não entendemos. E que, até, nem queremos.


O amor também é uma coisa estranha. Muitas vezes difícil. Rodeado de interrogações. Pejado de medos e fantasmas. De muros que não deixamos desconstruir. De bagagens de tempos passados, carregadas de falhanços acumulados.


Mas não tem de ser. O amor não tem de ser um drama. Não tem de doer. Não tem de fazer sofrer por antecipação. Não tem de ter todas as respostas. O amor tem de ser a segurança do hoje, com a esperança do amanhã. Tem de ser o querer decidido. A paixão urgente. O beijo ardente. O abraço carente.


O amor é hoje. Não vale cruzar os braços e aguardar que passe.
O amor é hoje. E não vale condenar o presente com medo de não saber de cor o futuro.



terça-feira, 30 de março de 2021

FYI

 Artigo 13.º

(Princípio da igualdade)



Um icone.


Como é que eu não conhecia esta mulher?

Fran Lebowitz's é tudo aquilo que eu quero ser! Que cabeça! que mulher!

Tenho pena de so a ter 'conhecido' agora e por causa da Netflix.

"Let me tell you what smells horrible on the L train: The passengers."

Pergunto-me quantos mais génios cheios de opiniões andam por ai e eu não conheço. 

“How would I describe my lifestyle? Well let me assure you, I would never use the word lifestyle.”

Mas a Fran... a Fran é simplesmente incrível.

"One thing about leaving your apartment is there's so many other people out there. The great thing about my apartment, aside from the fact that it's a great apartment, is that I control if there are other people in it."

Curiosa por ler os livros agora.

https://www.bustle.com/entertainment/fran-lebowitz-quotes-from-pretend-its-a-city-that-made-martin-scorsese-laugh





 

segunda-feira, 29 de março de 2021

one more


Do you think i can have one more kiss?

I’ll find closure on your lips and then I’ll go.
Maybe, also one more breakfast, one more lunch and one more dinner.
I’ll be full and happy and we can part.
But in between meals, maybe we can lie in bed one more time.
One more prolonged moment where time suspends indefinitely as I rest my head on your chest.
My hope is if we add up the one mores it will equal a lifetime
and I never have to get to the part where I have to let you go.
But that’s not real, is it?
There are no more 'one mores'.
I met you when everything was new and exiting and the possibilities of the world seemed endless.
And they still are, for you, for me, but not for us.
Somewhere between then and now, here and there, I guess we didn’t just grow apart, we grew up.
When something breaks, and the pieces are big enough, you can fix it.


I guess sometimes things don’t break, they shatter, but when you let the light in, shattered glass will glitter.


And in those moments, when the pieces catch the sun, I’ll remember just how beautiful it was. Just how beautiful it will always be, because it was us, and we are magic, forever.




domingo, 28 de março de 2021

sábado, 27 de março de 2021

A memória.


Como se lida com a memória?
Como controlamos os pensamentos?

Como ter a certeza que a forma como nos lembramos das coisas ou das pessoas é real e não aquilo que queremos pensar que é real?

Como controlar o arrependimento? Será que algum dia o vou conseguir tirar da cabeça?

Mas e aqueles minutos antes de adormecer em que as memórias decidem aparecer?
E aquelas palavras que ficam em repeat na minha cabeça porque as disse no momento errado? E aquelas que ficaram presas na garganta porque nunca as cheguei a dizer?

Sabem aquelas palavras que nunca saiem? As vezes bastas 15 segundos, já a discussão terminou, viramos costas ou decidimos abraçar-nos e não falar mais nisso. Mas é nesse momento que o nosso argumento mais válido ganha vida e as palavras começam a aparecer na nossa cabeça. E já é tarde demais. Merda.

Resolver a minha vida e avançar. Muito bonito na teoria. Na prática diria que até está a correr bem.

Mas penso que devia falar e ter algum fim a isto. Mas... para que mexer no passado?

Os minutos antes de adormecer em que sou só eu e o silêncio. Mas em que tantos momentos ainda me acompanham e me deixam acordada mais do que devia.
Preciso só fechar os olhos e continuar a fechar as gavetas das recordações que não me deixam dormir.
Não faz sentido. Já não sou aquela pessoa, já não estamos nas mesmas situações e estamos todos a avançar com as nossas vidas.
Como é que se desliga isto?




Tempo

 O que é o tempo?

estamos sempre tão preocupados com o tempo. 

Não perder tempo, aproveitar o tempo, fazer o tempo contar. 

Para quê? Para esquecer? 


Somos aquilo que fazemos com o nosso tempo. Esse tempo que vale mais que qualquer dinheiro do mundo (disseram-me uma vez), para depois me dizerem que já não queriam mais tempo. 

As contradições da vida. Do tempo. 

Esperar. Não esperar. Aproveitar o tempo. Viver o agora. Ser perseverante. Garantir o futuro. Viver o agora. Planear. Investir. Viver o agora. 


Nunca entendi. Há coisas que não são para entendemos.

Nada dura para sempre


Será mesmo que não?

E as memórias para onde vão?
Os momentos, os pensamentos, as cartas, as fotografias, as mensagens, os e mails.

Serei a única que não esquece? Sério só eu a pensar que é possível sim eternizar alguém, algo, dentro de nós.
Neste blog estão muitas histórias e referências que me trazem tantas memórias, e que eu quero e faço questão que vivam para sempre.
Não significa que eu seja ainda a pessoa que escreveu aquilo, ou viveu essas memórias. Felizmente todos mudamos, maturamos, resolve-mo-nos.
Gosto de voltar aqui, de me re-ler, de pensar ‘a sério que escreveste isto Rita? Que ridícula!’. Mas fico sempre com um sorriso e uma boa memória para o resto do dia. Porque aquilo faz parte de quem sou hoje, porque o que fomos e fizemos nos trás aqui, ao agora.

Tenho tentado viver mais o agora, mas e as recordações... para onde vão?

Sempre que penso alguém esse momento e essa pessoa vivem comigo. Para sempre.

Espero nunca vir a ter Alzheimer.

 


[o beijo que era teu, eu não dou a mais ninguém]

quinta-feira, 7 de março de 2019

Memories

"...
Lembras-te? Ou sabes-me de cor?
E tu sabes. I’m still here. Para ficar! Porque és o meu vício! És a vontade que me corre nas veias! És o querer que não me sai do corpo! És o pensamento pecaminoso e o querer urgente! És o meu desassossego infernal. A ideia que se me perpetua na mente. És aquilo que busco incessantemente. És o que me rouba a sanidade restante. O que me acalma se tenho por perto. O que me apazigua se se aproxima. O que, simultaneamente, me entorpece e enlouquece.
E sempre foste o meu sítio. O meu porto de abrigo. A minha guarida.
Dê as voltas que der. I’m still here. Trace os caminhos que traçar. Rume onde rumar. Há sempre um sítio que é o nosso. Aquele onde estamos protegidos do mundo. Aquele que nos faz aninhar. Aquele que nos completa e preenche. Aquele onde um beijo só é superado por um abraço. Tu és o meu. E eu o teu.
Por isso be sound. Mantém-te firme naquilo que também procuras. Naquilo que não se vê, apenas se sente. Não se mede, não se pesa, não se toca, não se cheira. Sente-se! Naquilo que realmente é importante e que acontece num plano não palpável. Não visível. Que é de dentro. Que é o que transborda sem se ver.
Que é o que nos move. Ou que nos deveria mover. Sorry, never been too good at happy endings…"
Rita leston

Life

"Como estás? Está tudo bem? Como têm sido os teus dias?

Algumas das mais básicas perguntas que eu queria conseguir fazer-te. Provavelmente as de mais difícil resposta: se verdadeira!
Perguntas que não tens de me fazer. Perguntas às quais tu sabes de cor as respostas.

"Como estás?" - Estou viva, ainda respiro. Vou levando a vida a sorrir por fora.

"Está tudo bem?" - Não, não está. Faltas-me tu aqui. Falta-me um pedaço de mim. Faltam-me as linhas por onde vou escrevendo a vida. Falta-me a letra da minha música. Falta-me o cheiro dos dias. Faltam-me as cores do arco-irís que vejo pela janela. Falta que a chuva me molhe e que o sol me consiga aquecer.

"Como têm sido os teus dias?" - Iguais uns aos outros. Vazios de tanta coisa. Preenchidos com um tudo que pouco importa. 

Perguntas básicas que eu gostava de te conseguir fazer. 

"Olá, meu amor. Como te aguentas tu?"

- Rita Leston -

645

Quero guardar-te,
Quero que nunca morras,
Quero que exista sempre alguém como tu
Por séculos e milénios a cada seu tempo um “eu”,
Que és tu,
Com diferentes nomes e formas, mas sempre a mesma alquimia.
Frágil e inquebrável.

Quero imortalizar-te,

Quero fazer-te arte,
Quero dar o melhor de mim,
Quero ser artista perdida de feitiços
Enamorada dos encantos das curvas do teu rosto,
Deambulando por tons de flores delicadas e virgens
e contrastes fortes como olhares de rapina,
intensos de vigor e agressividade de quem subitamente mata.

Quero mostrar-te, 
Quero ver-te como és,
Quero conhecer-me na tua história,
Quero que te encontres em mim.
Quero ficar aqui,
Quero partir,
Na verdade nem sei o que quero, se não for a ti.

Voltar

Este espaço esteve suspenso durante demasiado tempo.
A verdade é que a vida passa e acabamos por dar importância a outras coisas, a tentar esticar o tempo para conseguir fazer tudo ou o máximo que se quer e que nos faz mais felizes.

Estive mais de um ano sem vir aqui, e já nem me lembrava do meu log in.

Foi um ano que passou rápido. Entretanto já tenho 30 anos, um cão, estou fase de transição de emprego e pondero seriamente comprar uma casa.
Demasiadas coisas sérias e de adultos.


Este espaço sempre foi o meu escape, um sítio para sonhar e dizer tudo aquilo que não é suposto dizer em voz alta.
Uma coisa boa nisto da idade é que nos deixamos de importar com o que dizemos em voz alta, mas também acabamos por sonhar menos.


Não quero sonhar menos, por isso volto.


Não sei com que assiduidade ou para dizer o que, mas já passei por tantos testes de segurança para recuperar a conta agora hei-de dar-lhe alguma utilidade.



terça-feira, 10 de outubro de 2017

10593 dias na terra

Grata. Grata pela vida que tenho, grata pelos que tenho. Grata pelo que tenho. Grata pelo que sou.

Cada vez menos me interesso pelo meu aniversário porque percebi que nao devemos celebrar a vida só uma vez por ano, a vida é para ser celebrada todos os dias, cada sorriso, cada arrepio, cada lágrima, cada silêncio. Todos os dias vivemos tanto. Todos os dias dizemos tanto. Ou devíamos dizer.

Num mundo que gira cada vez mais rápido esquecemo-nos de apreciar a brevidade dos dias, os instantes que nos deixam um brilhozinho nos olhos.

O meu aniversário é só mais um dia que não se repete, como todos os outros dias. Por isso este ano não vos peço tempo, disponibilidade, jantares, copos ou sunsets. Peço-vos só que arranjem tempo uns para os outros. Não esperem pelo natal para fazer boas accord, não esperem pelo ano novo para fazer resoluções e promessas. Não esperem pelos aniversários para dizer que gostam.

Desliguem a internet por umas horas e olhem nos olhos, sintam a pele, abracem, ouçam os risos, fiquem em silêncio. Existam, simplesmente e sem mais nada.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Amor vs. Love

Sinto que em inglês o amor é mais fácil.
Desde o início de uma relação usa-se o termo 'I love you' e pronto.

Em português passamos pelo gostar, pelo apaixonar, pelo conquistar... só depois, e com muitos suspiros, acabamos por dizer que amamos.

Sinto que é mais sincero, mais sentido, mas desafiante.

Love é usado para tudo, amizades, família, cães, gatos, piriquitos...

Já o amor não.
E é tão mais bonito assim.




Onde nada existe
Nada acaba.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016