terça-feira, 20 de maio de 2014




Aqui não tenho coração.

what a wonderful world.



Não é fácil estar ca dentro. Não é fácil viver onde se trabalha. Estar sempre com as mesmas pessoas. Fazer as mesmas coisas. Ter as mesmas conversas. Não ter ninguém que se preocupe de facto. 
Não é fácil Existir aqui. Pensar. Sentir. Conversar.
Mas é preciso tornarmo-nos fortes. Pensar que a vida tem de ter coisas boas. Olhar la para fora e procurar coisas boas. 

Acordar e ver Montenegro hoje foi um desses momentos. Foi talvez o momento em que mais apreciei poder estar aqui. Ver o por do sol no meio do mar é algo único e extraordinário. E so por isso já me sentia agradecida. Poder visitar Italia, Grecia e outros sítios lindos que não fazia ideia que existiam. É de louvar.

Acordar em Montenegro foi… extraordinário. Infelizmente hoje não posso ir la fora. Mas voltamos, a já sei que vou querer sair. E vou arranjar maneira de o fazer. Há sítios que não se podem deixar passar ao lado. Este é um desses.

Estar aqui não é fácil. Não. Nunca foi. Nunca sera. Mas preciso agarrar-me ás coisas boas para poder continuar.
Não gosto de desistir. Não o vou fazer. Por isso vou continuar a usar os amanhas para melhorar os meus dias.
Hoje não saio, mas fico a admirar a paisagem la fora. Porque tem de haver sempre um lado bom nas coisas.
Eu prefiro ver o lado bom aqui. Não pensar em mais nada. Nas pessoas que ficaram, no que andam a fazer, o que se passa… é obvio que gosto de saber, e pergunto-o e preocupo-me. Mas não posso pensar muito nisso depois.
Não posso permitir que os sentimentos fiquem muito por aqui… senão já não estava aqui.
Vou simplesmente olhar la para fora e pensar que o mundo é lindo.

conversas.



Sou uma tola. Que não se contenta com nada e anda sempre a saltar de um lado para o outro, É o que é.

domingo, 18 de maio de 2014

um mes.

De todas as coisas que posso sentir aqui, sinto Saudade.
Aqui não é fácil.
Pensa-se sempre demais. Eu tento não pensar. Viver. Trabalhar. Aproveitar quando saio.
Aqui sente-se muito. Muito intensamente. Mas eu não quero.
Por isso não sinto.
 Aqui bloqueio-me.
 Um mês.
Passou devagar. Aqui o tempo passa sempre devagar.
Já vi muitos sítios. Já fiz muitas coisas. É bom ter experiencias novas.
Falta-me alguém. Faltas-me tu. Ou tu. Talvez tu. Sim, penso que és tu. Mas também não quero pensar. Nem sentir.
Um mês.Já não choro há… demasiado tempo.
Bloqueei. É melhor assim.

sábado, 10 de maio de 2014

segunda-feira, 5 de maio de 2014



Tenho saudades.
De tudo. De nada. 


De sentir.

equilibrio.



Sentir muito. Sentir pouco. Não sentir nada.
Exprimir muito. Exprimir pouco. Nao exprimir nada.
Sorrir muito. Sorrir pouco. Chorar.
Aqui e agora é difícil equilibrar. Ser equilibrada.
Aqui e agora acontece muito, mas não acontece nada.
Aqui e agora vive-se para o futuro. Cada dia é  um novo dia, por mais que se tente aproveitar cada dia e o que cada dia nos pode trazer de melhor, vive-se sempre para o amanha.
Amanha vai ser melhor. Amanha é diferente. Amanha vou pensar no outro amanha. E assim se passa. Hoje não sinto. Amanha. Amanha e mais outro amanha. Hoje não digo. Amanha.
A vida é fodida. E devia ser tudo mais simples. E eu tento continuar simples e positiva nos ‘amanhas’ que são hoje. Mas hoje não esta a ser fácil. Nunca é. Por isso… o amanha tornou-se o meu melhor amigo.
A esperança é a ultima a morrer.
Amanha sinto. Amanha digo. Amanha é melhor. Se não for… há o depois de amanha. E depois de depois de amanha….

terça-feira, 22 de abril de 2014

quando trabalho passam-me mil coisas pela cabeça que poderia dizer aqui. que gostava de dizer aqui. mas depois chego e.... ja nao me sai nada.
vou começar a andar com um gravador no bolso. pode ser que resulte.

podia ser pior.

viver num barco tem dias em que mais parece que se tem os pes bebados e a cabeça de ressaca .... e o pior é que nao bebo nada á... demasiado tempo!

segunda-feira, 21 de abril de 2014

domingo, 20 de abril de 2014

Home.

hoje ouvi alguem em conversa:
'so you've traveled around the world lot's of times?'
'Yes, Yes!'
'And what's the best place you've ever been?'
'Home.'

quarta-feira, 9 de abril de 2014

simples.

desde á muito tempo que sempre tive complexos com o sitio de onde vim. onde cresci. nao significa que nao goste dele, adoro-o e nao o troco por nada. nao significa que nao goste da minha casa. é minha e é o unico sitio onde sei que é certo voltar. todas as outras sao temporarias e de passagem.
nao me envergonho das minhas raizes, mas sempre fui insegura em relação ao que pudessem pensar ao conhecer o sitio de onde venho.
ha uns tempos vi-me obrigada a passar esses complexos e fazer uma festa ca. correu bem melhor do que esperava e toda a gente adorou. tenho os pais mais queridos e tranquilos de sempre. e nao me posso queixar.
desta vez vou repetir. com pessoas que me sao bem mais importantes e chegadas. tenho medo e receio que conhecam as minhas origens. que nao gostem. que  se desiludam.
sou sempre demasiado insegura com isto.
a verdade é que o sitio de onde venho é simples. tal como eu.
aqui somos todos simples. e se na nossa casa as coisas nao estao ainda da maneira que queremos sabemos que o tempo nos ajudará a chegar la.
somos simples e felizes.
continuo insegura com o que elas possam pensar ou sentir. mas no fundo, se nao entenderem de onde venho tambem nunca me entederam a mim.

e é so isto.

terça-feira, 11 de março de 2014

first kiss





os primeiros beijos sao sempre mais intensos e especiais que todos os outros. os primeiros beijos sao muitas vezes impulsos genuinos e que nao temos coragem nem tempo de negar.
sao especiais e importantes. mesmo que sejam os unicos.


eu gosto de primeiros beijos e de sentir a intensidade que neles vive e muitas vezes se intensifica logo nos segundos imediatamente aos labios se tocarem a primeira vez.
os primeiros beijos sao verdadeiros.
os primeiros beijos sao.. os primeiros. e isso da-lhes sempre um peso que os outros beijos nao teem. porque nunca se sabe onde o amor pode estar escondido... e ás vezes basta um beijo para o perceber.



terça-feira, 7 de janeiro de 2014

an-si-e-da-de

quem espera sempre alcança.
quem espera desespera.

entendam-se la nessa coisa dos proverbios, que a espera é uma seca e ja nao sei o que pensar. nem o que fazer. nem o que responder quando me perguntam quando vai ser.
quero tanto saber como nao quero.
quero tanto ir como nao quero.
quero mais do que nao quero.
preciso saber o que é isto que procuro à tanto tempo. mas nao preciso nada saber que deixo ca demasiado à minha espera. sinto que nao tenho esse direito. nao quero ter essa responsabilidade. mas ao mesmo tempo quero e faço questao de ter.
é tao... ambiguo e dificil.

a partida devia ser tao feliz quanto a chegada. talvez seja facil para mim, que vivi a vida toda a ir ao aeroporto buscar e levar o pai que no fundo nunca conheci. sei e reconheço que isso nao é vida. ainda hoje olho para a minha mae e penso como foi possivel viver toda a vida num romance intermitente. é admirável. nao quero ter de fazer ninguem passar por isso. sinto-me mal ao pedir para me esperarem. sinto-me ainda pior ao pedir para nao me esperarem.

an-si-e-da-de

só. isso.


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

********

Acima de todas essas coisas que tenho para te (d)escrever
Estão todas as que nem sei como serão ditas.
Todas essas palavras se afogam no suor das palmas das nossas mãos
E nessa maneira única de te sentir,
Como se me rasgasses a Alma nessas rajadas de arrepios cálidos.

Talvez por isso te escreva sem pretensões...
Talvez por isso nem escreva nada.

Não me sente escrever apenas
Se nas palavras não te tocar
Um beijo.

(E bem que me podes beijar...
É assim que te sinto.)

Tão bem que te sinto!

Acima de todas essas palavras que nem sei como serão ditas,
Estão todas as páginas que arranquei.
(Não tenhas medo,
Só queria que fosse exímio.)
Foi somente dentro do teu corpo que moldei a minha escrita,
E agora nada escrevo.

Não foi falta de inspiração,

O que nos (d)escreve é simplesmente
Amor.

Catarina Mota de Sá
10 de Dezembro, 2013








 

porque as palavras nao me saem. porque, tal como ela diz e muito bem:
"Foi somente dentro do teu corpo que moldei a minha escrita,
E agora nada escrevo.

Não foi falta de inspiração,

O que nos (d)escreve é simplesmente
Amor.
"

e perante isto.... perco-me em sentimentos e emudeco deslumbrada pelo que sinto.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

no words.

oh Lana....





confesso que quando apareceu me irritava. depois acho que me fui habituando áquele jeito triste e malancolico dela. agora voltou e deixou-me de boca aberta. Adoro! Amo! está Genious! e subiu muito na minha consideração!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

a falta de tempo faz-me nao conseguir parar muito aqui. nao o suficiente, nao quanto queria. sempre que consigo parar por aqui nao consigo escrever. nao tenho muito para dizer, é um facto. mas as vezes é mais facil. e ultimamente nao tem sido. nao tem sido facil parar. no entanto sinto que nao tenho andado para lado nenhum. nao tenho feito nada de mais. nao tenho estado com quem deveria estar. nao tenho dado atenção a quem devia dar. nem a mim propria. despedi-me do meu trabalho. foi a unica coisa que fiz de verdadeiramente importante ultimamente. no entanto agora sinto-me um bocado perdida. preciso encontrar o meu rumo. preciso começar a fazer algo por mim. algo que saiba que me vai dar um futuro. uma carreira. perspectivas de futuro. perspectivas de ser alguem. aquilo que quero sei que vai demorar tempo a acontecer. bastante tempo. portanto ate la preciso arranjar algo que me preencha e me faça feliz. me faça sentir minimamente realizada e a fazer coisas por mim. ou pelo menos algo que me permita fazer coisas por mim. nao sei. mas hei-de descobrir.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013